27 dezembro, 2010

Freya, Deusa do Amor e da Sexualidade

Os europeus do norte chamaram sua Deusa sensual de Freya, que significa "concubina" e deram seu nome para o sexto dia da semana, a Sexta-feira, ou "Friday". Ela era a regente ancestral dos deuses mais velhos, ou Vanir e irmã de Fricka.
Freya era a mais bela e querida entre todas as Deusas, que na Alemanha era identificada com Frigga. Ela nasceu em Vaneheim, também era conhecida como Vana, a Deusa dos Vanes, ou como Vanebride.

Quando Freya chegou a Asgard, os Deuses caíram apaixonados por sua beleza e elegância que lhe concederam o reino de Folkvang e o Grande Palácio de Sessrymnir, onde a Deusa podia acomodar todos os seus admiradores e os espíritos dos guerreiros mortos nas batalhas.

Freya era filha de Njörd (Deus do Mar) e da giganta Skadi (Senhora dos Invernos e Caçadora das Montanhas). Tinha como irmão Freyr, que era o deus da paz e da prosperidade. Pertencia a raça dos Vanes.

Freya e Frigga são consideradas dois aspectos da Grande Deusa.
Freya é o aspecto donzela e Frigga o aspecto materno.
Freya por ser tão bonita, despertou o amor de Deuses, Gigantes e Gnomos e todos tiveram a sua vez, para tentar obtê-la como esposa. Porém, Freya desdenhou os feios Gigantes, e inclusive rechaçou a Thrym quando Loki e Thor a obrigaram a aceitá-lo como marido. Entretanto, não era tão inflexível quando se tratava dos Deuses, pois como personificação da Terra, desposou: Odim (o Céu), Freyr (o irmão que representa a chuva fertilizante), Odur (a luz do Sol), entre outros.
Teve muitos maridos e amantes, que aparentemente mereceu as acusações de Loki de ser muito volúvel, pois havia amado e casado com muitos Deuses.

Como Deusa da Beleza, Freya, igual a todas as mulheres, era apaixonada por vestidos e jóias preciosas. Um dia, enquanto se encontrava em Svartalfrein, o reino debaixo da terra, viu quatro gnomos fabricando um belo colar. Quando a Deusa o viu pela primeira vez, decidiu que deveria ser seu, mas os gnomos não o queriam vender. No entanto, eles a presenteariam com o colar se ela passasse uma noite com cada um deles. Sem hesitar, Freya concordou e tornou-se proprietária de Brinsingamen (colar), um poderoso equilíbrio da Serpente Midgard e um símbolo de fertilidade. Tais atributos correspondem à Lua Cheia.
O colar mágico que Freya usava foi obra dos artesões conhecidos como Brisings: Allfrigg, Dvalin, Berling e Grerr.
A inveja e a cobiça de Odim por tal jóia e pelo meio através do qual Freya a obteve o levou a ordenar ao deus gigante Loki que roubasse o colar. Para recuperá-lo, Freya deveria concordar com uma obscura ordem de Odim: deveria incitar a guerra entre reis e grandes exércitos para depois reencarnar os guerreiros mortos para que lutassem novamente.
Freya também era orgulhosa proprietária de um manto de plumas de falcão. Quando Freya aparecia envolta em seu manto de plumas de falcão e não usando nada a não ser seu colar mágico de âmbar, ninguém podia resistir a ela. O manto de penas lhe permitia voar entre os mundos. Já o colar mágico da Deusa, tinha o dom de fazer desaparecer os sentimentos dolorosos. Este colar se rompeu uma vez, segundo uma lenda, por ira da Deusa ao tomar conhecimento de que um gigante havia roubado o martelo de Thor e pedia sua mão para devolver a arma do Deus do Trovão.

Com o nome de Valfreya comandava as Valquírias nos campos de batalha, reclamando para si, metade dos heróis mortos. Era representada portando escudo e lança, estando somente a metade inferior de seu corpo vestida com o atavio solto habitual das mulheres.
Freya transportava os mortos eleitos até Folkvang, onde ram devidamente agasalhados. Ali eram bem-vindas também, todas as donzelas puras e as esposas dos chefes, para que pudessem desfrutar da companhia de seus amantes e esposos depois da morte.

Os encantos e prazeres de sua morada eram tão encantadores e sedutores que as mulheres nórdicas, às vezes, corriam para o meio da batalha quando seus amados eram mortos, com a esperança de terem a mesma sorte, ou deixava-se cair sobre suas espadas, ou ainda, ardiam voluntariamente na mesma pira funerária em que queimavam os restos de seus amados.

Muito embora, Freya seja regente da morte, Rainha das Valquírias, as condutoras das almas dos mortos em combate, ela não era uma Deusa atemorizadora, pois sua essência era o poder do amor e da sexualidade, embelezando e enriquecendo a vida. Ela era ainda, a única que cultivava as maçãs douradas de que se alimentavam os deuses lhes conferindo a graça da juventude eterna.
Como se acreditava que Freya escutava a oração dos apaixonados, esses sempre a invocavam e era costume compor canções de amor em sua honra, as quais eram cantadas em ocasiões festivas. Na Alemanha, seu nome era usado com o significado do verbo "cortejar".
Este aspecto da Deusa, também conhecida como líder das Valquírias, a conecta à Lua Nova.
É considerada, a Deusa da magia e da adivinhação. Ela era quem iniciava os deuses na arte da magia.

A magia de Freya era xamanística por natureza, como indica seu vestido ou manto de pele de falcão, que permitia que se transformasse em um pássaro, viajasse para qualquer dos mundos e retornasse com profecias. A Deusa, aliás, emprestou a Loki a sua plumagem de falcão para que ele fosse libertar Idunn, a Deusa Guardiã da Maçã da Juventude, raptada pelo gigante Thjazi, metamorfoseado em águia.

Os xamãs atuais julgam tal habilidade de efetuar viagens astrais como necessárias para a previsão do futuro e para obter sabedoria. Entre os nórdicos, esta habilidade presenteada por Freya, era chamada Seidhr.

Seidhr era uma forma mística de magia, transe e adivinhação primariamente feminina. Apesar da tradição rezar que as runas teriam se originado de Freya, e que fossem utilizadas por suas sacerdotisas, a maior parte de Seidhr envolvia a prática de transmutação, viagem do corpo astral através dos Nove Mundos, magia sexual, cura, maldição e outras técnicas. Suas praticantes chamadas Volvas ou às vezes Seidkona, eram sacerdotisas de Freya. Enquanto uma volva entrava em transe, outras sacerdotisas entoavam canções especiais, chamadas "galdr". Era o uso do canto conjugado com a repetição de poesias que era criado o estado alterado de consciência.
As Volvas podiam inclusive entrar em contato com elfos e duendes. Eram consultadas pelo povo sobre todos os tipos de problemas.
As Volvas moviam-se livremente de um clã ao outro. Elas não costumavam se casar, apesar de possuírem muitos amantes. Essas mulheres portavam cajados com uma ponteira de bronze e usavam capas, capuzes e luvas de pele de animais.
As mulheres pareciam ser as únicas praticantes do Seidhr de Freya, pois esse era um ritual-erótico reservado as mulheres. Isso implica que esse prática datasse provavelmente de época anterior à formação dos dogmas paternalistas e, portanto, sem dúvida, de antes da androcratização dos mitos (os anos, divindades da Fertilidade e da Proteção, são sobreviventes dessa época).

Entretanto, existem vestígios em poemas e prosas de que Seidhr fosse também praticado por homens vestidos com roupas de mulheres. Odim, por exemplo, é a única deidade masculina listada nos mitos a ter praticado este tipo de magia, como iniciado de Freya. Vestir-se com roupas de sexo oposto é uma tradição realmente antiga que tem suas raízes na crença de que um homem deve espiritualmente transformar-se em uma mulher para servir a Deusa.
Freya, na personificação da Terra, casou-se com Odur, o símbolo do Sol de verão, a quem ela amava muito e com o qual teve duas filhas: Hnoss e Gersimi. Essas donzelas eram tão formosas que todas as coisas belas eram batizadas com seus nomes.
Enquanto Odur permaneceu ao seu lado, Freya sempre estava sorridente e era completamente feliz. Porém, cansado da vida sedentária, Odur abandonou seu lar subitamente e se dedicou a vagar pelo mundo. Freya, triste e abandonada, chorou copiosamente e suas lágrimas caiam sobre as pedras abrandando-as. Se disser inclusive, que chegaram a introduzir-se no centro das pedras, onde se transformavam em ouro. Outras lágrimas caíram no mar e foram transformadas em âmbar.

Cansada da sua condição de viúva de marido vivo e desejosa de ter Odur novamente em seus braços, Freya resolveu empreender finalmente sua busca, atravessando terras, ficou conhecida por diferentes nome como Mardel ("Luz sobre o Mar"), Horn ("Mulher linho"), Gefn ("A Generosa"), Syr ("A Porca"), Skialf e Thrung, interrogando a todos que se encontravam a um passo, sobre o paradeiro de seu marido e derramando tantas lágrimas que em toda a parte o ouro era visto sobre a Terra.

Muito longe, ao sul, Freya encontrou finalmente Odur, debaixo de uma florescente laranjeira, árvore prometida aos apaixonados.
De mãos dadas, Odur e Freya empreenderam o caminho de volta para casa e à luz de tanta felicidade, as ervas cresceram verdes, as flores brotaram, os pássaros cantaram, pois toda a natureza era simpatizante com a alegria de Freya como se afligia quando se encontrava triste.
As mais belas plantas e flores do Norte eram chamadas de cabelos de Freya, as gotas de orvalho de olho de Freya. Também se dizia que a Deusa tinha um afeto especial pelas fadas, gostava de observá-las quando dançavam a luz da Lua e para elas reservava as mais delicadas flores e o mais doce dos mel.
Odur, o marido de Freya, era considerado a personificação do Sol e também um símbolo da paixão e dos embriagantes prazeres do amor, por isso, esse povo antigo, declarava que não era de estranhar que sua esposa não conseguira ser feliz sem ele,
Era protetora do matrimônio e dos recém-nascidos.
Freya, Deusa da Fertilidade, da Guerra e da Riqueza, viveu em Folkvang (campo de batalha) e possuía a habilidade de voar, o que fazia com uma charrete puxada por dois gatos brancos: Bygul (cabeça de ouro) e Trjegul (árvore do âmbar dourado). Após servirem a Deusa por 7 anos, eles foram recompensados sendo transformados em bruxas, disfarçadas em gatos pretos.
Os gatos eram os animais favoritos da Deusa Freya,considerados símbolos de carinho e sensualidade, ou da personificação da fertilidade.

Freya é uma Deusa associada aos gatos, tal qual a egípcia Bast e à grega Ártemis. Além disso, tinha poderes de se transmutar e era a Sábia que inspirou toda a poesia sagrada. Mulheres sábias, videntes, senhoras das runas e curandeiras estavam intimamente conectadas com Freya, pois só ela era a Deusa da magia, bruxaria e dos assuntos amorosos.
Algumas vezes, foi representada conduzindo junto com o irmão Freyr uma carruagem conduzida por um javali fêmea de cerdas de ouro, espalhando, com suas mãos frutas e flores para alegrar os corações.
Como Deusa da Batalha, Freya montava um javali chamado de Hildisvín. O sobrenome de Freya era "Syr", que significa "porca".
O javali tem associações especiais dentro da mitologia nórdica. Como Deusa-Javali, ou Deusa-Porca Freya está associada entre os nórdicos como entre os germanos e os celtas, a práticas sexuais proibidas (em particular o incesto entre irmão e irmã, representado pelo par Freyr-Fréya), muitas vezes ligadas às celebrações da primavera e da renovação: durante essa cerimônia realizava-se o acasalamento ritual de um sacerdote com uma sacerdotisa, considerados como o Senhor Freyr e a Senhora Freya. Esse rito sexual, do qual existia uma equivalência entre os celtas, sobreviveu, principalmente na Inglaterra, na forma, muito atenuada, de coroar um rei e uma rainha de Mai (a tradição dos mais, dos trimazos ou da árvore de mai, corrente na França ainda há não muito tempo, teve origem semelhante).

O javali era também o animal sagrado de Freyr, o Deus fálico da Fertilidade e era sacrificado a ele como oferenda no ano novo, de modo a garantir prosperidade nos doze meses seguintes. Daí surgiu o costume, que chegou até nossos dias, de comermos carne de porco na virada do ano.
O costume da cabeça de javali ou porco na mesa de Natal, com uma maçã à boca, também remonta diretamente aos ritos consagrados a Freyr. Sacrificava-se a ele um porco ou javali por ocasião do "Feöblot" ("sacrifício a Freyr"), que se realizava durante o "Jul" (ciclo de doze dias no solstício de inverno), porque o Deus tinha como atributo um javali de cerdas de ouro, chamado Gullinbursti, o qual também lhe servia, ocasionalmente, de montaria.
O javali, na mitologia celta, é símbolo do poder espiritual inacessível e foi perseguido por Artur, que representava o poder temporal e guerreiro.
Os nórdicos não só invocavam Freya para obter êxito no amor, prosperidade e crescimento, mas sim também, em certas ocasiões, para obter ajuda e proteção. Ela concedia a todos que a serviam fielmente, como aparece na história de Ottar e Angantyr, dois homens que, após discutirem durante algum tempo direitos de propriedade, expuseram sua disputa ante os Deuses. A assembléia popular decretou que o homem que pudesse provar a descendência de estirpe mais nobre e mais extensa seria declarado vencedor, sendo designado um dia especial para ser investigada a genealogia de cada demandante.
Ottar, incapaz de recordar o nome de seus antepassados, ofereceu sacrifício a Freya, rogando por sua ajuda. A Deusa escutou indulgentemente sua oração e, aparecendo diante dele, o transformou em um javali e sobre o seu lombo cavalgou até a morada da feiticeira Hyndla, uma célebre bruxa. Com ameaças e súplicas, Freya exigiu que a anciã traçasse a genealogia de Ottar até Odim e nomeasse cada indivíduo por seu nome, com o resumo de suas façanhas. Então, temendo pela memória de seu devoto, Freya também exigiu a Hundla que preparasse uma poção de recordação, a qual deu a ele para beber.
Assim preparada Ottar apresentou-se ante a assembléia no dia marcado e com facilidade recitou sua linhagem, nomeando os muitos mais antepassados de que Angantyr pode recordar, por isso foi facilmente recompensado com a garantia de posse da propriedade em questão.
Dentro das tradições dos antigos povos nórdicos, a Deusa Freya era uma das líderes dentro do matriarcado das Deusas, o que lhe rendia vários cultos, principalmente na Suécia e na Noruega, onde era venerada como a "Grande Dis".

O Disirblot era um festival celebrado anualmente no início de inverno nórdico em honra a Deusa Freya e as Disir. Durante a comemoração era servido cerveja, porco, maçãs e cevada.
Todos os festivais nórdicos eram denominados de "blots" e contava com o comparecimento de toda a comunidade.
Seu culto tinha caráter erótico e orgiástico, associado sempre com a luxúria, o amor e a beleza.
As ancestrais femininas Disir eram descritas como nove mulheres vestidas de preto ou branco, carregando espadas. Nove é um número lunar e é considerado pelos nórdicos como um dos mais misteriosos e sagrados números. As Disir estão também associadas as Valquírias e as Norns. Elas traziam sorte, mas também eram famosas por suas adivinhações, principalmente quando envolvia justiça cármica.
Os templos dedicados a Deusa Freya eram muito numerosos e foram mantidos durante muito tempo por seus devotos, o último em Magdeburgo, na Alemanha, foi destruído por ordem do Imperador Carlos Magno.
Era costume serem realizadas ocasiões solenes ou festivais para beber e honrar a Deusa Freya junto com outros Deuses, mas com o advento do cristianismo se introduziu no Norte, iguais comemorações foram transladadas para a Virgem ou a Santa Gertrudes. A mesma Freya, como todas as divindades pagãs, foi declarada como demônio ou uma bruxa e desterrada aos picos das montanhas norueguesas, suecas e alemãs. Como a andorinha, o cuco e os gatos eram animais sagrados para Freya nos tempos pagãos, acreditou-se que essas criaturas tinham qualidades demoníacas,e inclusive nos dias atuais se representa às bruxas com gatos pretos ao seu lado.

Freya chega em nossa vida para ajudar a respeitar a sexualidade. Está na hora de se ligar a esta energia vital, primordial e revigorante e expressá-la, estar plenamente presente no corpo e sentir a energia vibrante de seus órgãos sexuais.
Tem medo de sua sexualidade?

As advertências que recebeu na adolescência impedem de explorá-la?
Acha que o sexo exige parceiro?
Freya diz que quando se vive à sexualidade, todos nós nos abrimos para a energia que flui em toda a criação.

20 dezembro, 2010

Deusa da Noite

Dia 20 de Dezembro é dia de Nótt - Deusa da Noite



Nótt é filha do gigante Narvi, junto com Naglfari foi mãe de Audr, mas ela se separou e se casou com Annar com quem teve sua filha Jord, se separou novamente e se casou com Delling que era um deus como ela, diferente de seus outros maridos, junto com Delling ela teve seu filho Dagr, ela e Delling ficaram juntos para sempre.


Nótt é a deusa da noite tem um cavalo chamado Hrimfaxi que acende as luzes da noite, Nótt atravessa o mundo junto com seu cavalo negro para espalhar a noite, depois de um tempo chega o seu filho Dagr em seu cavalo branco Skinfaxi para espalhar o dia.

18 dezembro, 2010

10 pecados informáticos, segundo o Vaticano

Como esse ano foi corrido, resolvi publicar uma piada para descontrair.

Sem muita coisa de útil ou mais importante para dedicar um pouco de seu tempo, quarenta teólogos reuniram-se na Itália para analisar a crise do pecado na atualidade, e estabeleceram os dez pecados específicos que podem ser cometidos através da grande Rede.
Sendo assim, a partir de agora, os católicos deverão agregar a suas confissões os peccati informatici, conforme definido pelos 40 teólogos de diferentes países reunidos no santuário de San Gabriele de Isola do Grande Sasso em Teramo, Itália. A reunião foi convocada para "Redescobrir a cara de Cristo no sacramento da penitência". Os peccati informatici têm uma notável coincidência com as necessidades empresariais do novo profeta, São Gates.
A ideia principal era analisar a crise que enfrenta o senso de pecado hoje em dia, tão flagelado com as vertiginosas mudanças e, em especial, pelo indiscriminado uso da rede através dessa espécie de extensão diabólica que pode se transformar um vulgar e virtual PC.
- "O sentimento de pecado caiu em desuso até o ponto de quase desaparecer em muitos indivíduos", sustentaram porta-vozes eclesiais depois da reunião.
A discussão dos teólogos tentou definir as novas realidades com as quais um cristão se depara no mundo de hoje e os pecados que dela podem derivar. Também deixaram claro que as novas formas de pecado já estavam compreendidas nos Dez Mandamentos. Mais que no castigo, os teólogos se dedicaram a definir os pecados e seu tratamento pelo confessor. E, aleluia, chegaram a conclusões altamente satisfatórias. De agora em diante, todo bom católico deverá procurar o confessionário quando cometer os seguintes dez comportamentos pecaminosos:
  1. Usar programas sem a correspondente licença, mais conhecidos como programas piratas;
  2. Criar e difundir vírus informáticos;
  3. Enviar e-mails ou mensagens eletrônicas anônimas ou com endereços e dados falsos;
  4. Baixar ilegalmente música e filmes em qualquer formato via Internet;
  5. Roubar programas informáticos;
  6. Enviar spam ou e-mail de publicidade não solicitado;
  7. Ser um cracker, e considerar glorioso violar a privacidade e a segurança dos sistemas informáticos pessoais, institucionais e/ou empresariais;
  8. Abusar das áreas de chat, saturando-as, mas especialmente dando falsas informações sobre si mesmo;
  9. Entrar em sites pornográficos;
  10. Criar sites pornô na Internet.
Com certeza há muita gente ardendo no mármore do inferno virtual

18 novembro, 2010

Bombeiro proíbe crucifixo e causa polêmica em Tatuí-SP

Uma ordem de serviço assinada pelo comandante do Corpo de Bombeiros de Tatuí (SP), capitão José Natalino de Camargo, causa polêmica na cidade. Ele mandou retirar todos os crucifixos e imagens de santos católicos das unidades sob seu comando. Hoje, os 11 vereadores da Câmara local assinaram moção repudiando a medida tomada pelo militar. Camargo alegou que a exibição de símbolos católicos em repartições públicas causa "constrangimento" a pessoas que professam outra fé.
Para ele, imagens e crucifixos fazem "apologia" da religião católica e contribuem para a "manutenção da falsa crença de que aquela religião seria a única detentora da benesse estatal". O capitão invocou ainda a Constituição Federal que, segundo ele, estabelece que o Estado brasileiro é laico e, portanto, a exibição dos símbolos seria ilegal e inconstitucional. A comunicação foi repassada às unidades e postos dos bombeiros sob o comando do Grupamento de Tatuí, com ordem para cumprimento imediato.

Na moção aprovada por unanimidade, os vereadores consideram que o militar usou termos desrespeitosos ao se referir aos símbolos católicos. "O ato é arbitrário, com expressões equivocadas, desrespeitosas e imprudentes sobre a religião católica, refletindo total falta de sensibilidade", diz a nota da Câmara.

De acordo com os vereadores, a ordem de serviço fere o livre direito de professar a fé, também defendido pela Constituição. O comando regional da Polícia Militar (PM), ao qual se subordinam os bombeiros, não se manifestou a respeito. O pároco de Tatuí, padre Milton de Campos Rocha, estava em viagem e não foi localizado.
Fonte:  Estadão

01 novembro, 2010

Não queremos converter você.


E você nos conhece?


Nos teme?

Nós não somos maus.

Não prejudicamos ou seduzimos pessoas.
Nós não somos perigosos.

Somos pessoas normais como você.

Temos família, emprego, esperanças e sonhos.

Nós não somos um culto.

Esta religião não é uma piada.

Nós não somos o que você acha que

somos quando vê TV.

Nós somos reais.

Rimos, choramos, somos sérios.

Temos senso de humor.

Você não precisa ter medo de nós.

Não queremos converter você.

E por favor, não tente nos converter.

Apenas nos dê o mesmo direito que lhe

damos: viver em paz.

Somos muito mais parecidos com você

do que possa imaginar.
Margot Adler

31 outubro, 2010

Prece para a Mãe Terra

Abençoado seja o filho da Luz que conhece sua Mãe Terra,

Pois é ela a doadora da vida.

Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.

Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida,

E te deu este corpo que um dia tu lhe devolverás.

Saibas que o sangue que corre nas tuas veias

Nasceu do sangue da tua Mãe Terra.

O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela,

Borbulha nos riachos das montanhas,

Flui abundantemente nos rios das planícies.

Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra.

O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu

E os sussurros das folhas da floresta.

Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.

Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.

A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos,

Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra,

Que te rodeiam feito às ondas do mar cercando o peixinho,

Como o ar tremelicante sustenta o pássaro.

Em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra,

Ela está em ti e tu estás Nela.

Dela tu nasceste, Nela tu vives e para Ela voltará novamente.

Segue, portanto as suas leis,

Pois teu alento é o alento Dela,

Teu sangue o sangue Dela,

Teus ossos os ossos Dela,

Tua carne a carne Dela,

Teus olhos e teus ouvidos são Dela também.

Aquele que encontro à paz na sua Mãe Terra,

Não morrerá jamais.

Conhece esta paz na tua mente,

Deseja esta paz ao teu coração,

Realiza esta paz com o teu corpo.

20 outubro, 2010

Oração do dia à Terra

Terra Mãe,

estrela mãe,



Você que é chamada


Por mil nomes


Possamos todos lembrar


Que somos células no seu corpo


E dançamos juntos


Você é o grão


E o pão


Que nos sustenta a cada dia,


E como você é paciente


Com nossas lutas para aprender


Assim sejamos nós pacientes


Para conosco mesmos e um ao outro .


Somos luz radiante


E sagrada escuridão


- o equilíbrio -


Você é o abraço que encoraja


E a liberdade além do medo.


Dentro de você nós nascemos


Crescemos, vivemos e morremos -


Você nos traz ao redor do círculo


Para renascermos,


Dentro de nós você dança


Para sempre.

17 outubro, 2010

Inveja

Quando alguém que não tem sua auto-estima fortalecida, se compara com outro, surge nela um sentimento negativo, desesperador, visto que sempre haverá em algum aspecto, pessoas melhores do que nós.

Devemos compreender que cada pessoa tem seu jeito de ser, seu ritmo de viver, um caminho a trilhar. Não estamos nesta vida para sermos melhores ou piores do que ninguém, mas sim, para realizar o potencial que existe em cada um de nós. Sermos sempre melhores comparados com nós mesmos.
Claro que alguém irá dizer...
Mas como sabermos se somos melhores sem um parâmetro de comparação?
Não necessitamos de um padrão de comportamento com todas as características que definiriam o que é ser bem sucedido para aí sim podermos alcançá-lo.
No caso concordaria, mas teria a certeza de que esta comparação com o outro para ser válida, teria de nos levar a um aprendizado.
Comparar-se com o outro de forma sadia, é aprender com o outro e isto se chama
Admiração.
Por isto dizerem que no fundo de todo sentimento de inveja, existe o sentimento de admiração, pois a inveja nada mais é do que a admiração pelo outro aliado à decepção com nós mesmos.
Por isto o invejoso busca diminuir o seu objeto de admiração, pois na incapacidade de aprender com ele, ser como ele, ela simplesmente opta por destruí-lo, ficando assim, ambos no mesmo plano...
Pequeno...
Miúdo...
Rasteiro.
Devemos compreender que cada estrela tem seu brilho e que cada um de nós é uma estrela.
Feliz daquele que se alegra com a alegria do outro, pois não se sente frustrado como o invejoso, que tenta roubar a alegria do outro, como os planetas roubam a luz das estrelas. Além do que, não se resolve a tristeza consigo mesmo, torcendo pela tristeza do outro.
Não se dissipa as limitações com as limitações do outro.
Daí acreditar que devemos ser padrões de nós mesmos para podermos encontrar a alegria de sermos o que somos e saber que poderemos ser muito mais.

15 outubro, 2010

Você

Estás preparado para entrar em um mundo novo?
Não seria exatamente novo.
Pode ser apenas algo que você não esteja pensando no momento.

Pare um minuto...

Olhe ao seu redor...

Note o que você está vendo...

Você já parou para analisar o universo de cada elemento ao seu redor?
Desde objetos até seres?
Cada um tem sua realidade.

Os objetos já passaram por vários lugares, assim como as pessoas.
Eles foram manipulados por seres com sentimentos diversos, assim como os que estão ao seu redor.

Você já parou para pensar qual o sentimento imediato desses seres?

Os sentimentos vêm dos lugares que eles passaram.
Suas condições físicas e mentais são coerentes com sua vivência, assim como os objetos ao seu redor.

O mundo é feito desses sentimentos e dessas vivências. Tanto no âmbito “material” como no “espiritual”.

Você já parou para pensar no mundo em que vive?
E que esse mundo é reflexo do sentimento e vivência universal?
E que você faz parte desse universo?

Você já parou para sentir o que está dentro de você?

O que você está sentindo agora?
Já parou para pensar que esse sentimento é fruto de outro, maior e base?
Que foi construído por sua vivência?

Qual sua vivência?

Qual seu mais profundo sentimento?

O que ele acarretará?

Qual o seu objetivo real?

Por que estás aqui?

O que é o mundo?

Ele é você!

Ei!
Quem é você?


 
Alegria Constante

18 agosto, 2010

Queniano é preso na Tanzânia por tentar vender albino para bruxaria

A polícia da Tanzânia prendeu um queniano acusado de tentar negociar a venda de um homem albino. A prisão ocorreu após um policial fingir ser um negociante tentando comprar órgãos de pessoas albinas para serem usadas em rituais de feitiçaria.


A polícia diz que Nathan Mutei, de 28 anos, enganou o albino Robinson Mkwama, de 20 anos, prometendo um emprego na Tanzânia como assistente de motorista de caminhão.


Mas, na verdade, Mutei estava, segundo a polícia, buscando compradores para Robinson. Um negócio de mais de US$ 250 mil teria sido fechado com o policial que fingiu ser um comprador.


Mutei deve comparecer diante de um tribunal nesta quarta-feira, acusado de tráfico de pessoas.


Crimes

O correspondente da BBC para o leste africano, Will Ross, afirma que partes de corpos de albinos são usadas na Tanzânia por feiticeiros que dizem a seus clientes preparar poções que os tornariam mais ricos ou saudáveis.


Nos últimos três anos, mais de 50 albinos - entre crianças e adultos - foram mortos na Tanzânia. O governo prometeu combater este tipo de crime. Segundo Ross, no entanto, a Justiça no país é lenta e apenas sete pessoas foram condenadas até agora.


17 agosto, 2010

Coruja

A coruja conecta com todas as partes do ser, e permite vencer o temor e aprender a qualidade da consciência do existir e do fluir em todos os níveis.


A coruja trás como significado "o ver a totalidade", ou seja, ela, através da sabedoria, nos dá a possibilidade do ver as coisas na sua totalidade, o consciente e o inconsciente. Esse animal tem a capacidade de ver na escuridão, o que significa também ampliação dos limites da percepção. A coruja conecta com todas as partes do ser, e permite vencer o temor e aprender a qualidade da consciência do existir e do fluir em todos os níveis.


Os poderes da coruja são a clarividência, a projeção astral e a magia. Na essência, a coruja vê o que os outros não vêem, e pode ter mais percepções a respeito de outras pessoas do que de si mesma. Mas mesmo assim, o poder desse animal pode ser invocado para que a pessoa desperte a capacidade de olhar para si mesma, em busca de uma visão mais íntegra a respeito de si, ou de aspectos que ainda permanecem obscuros e precisam ser vistos.

Na tradição Guarani, o Grande Espírito, Pai-Mãe Criador, Ñamandu, manifestou-se na forma de um colibri e também na forma de uma coruja, criando a sabedoria.

Você sabe por que a coruja é o símbolo da Filosofia?

Filosofar é acima de tudo pensar soluções. A Filosofia pretende indicar um método de pensamento que seja realmente útil para os problemas sociais e individuais. Longe de ser um saber utópico, acessório e distante do mundo real, ela na verdade é predominante na nossa vida.


A disciplina pretende orientar o nosso pensamento para caminhos que nos levarão a solução de questões intrigantes e para formulação de novas perguntas. Soluções, nem sempre são encontradas instantaneamente e é aí que entra o pensador com sua vontade de pesquisar, a primeira condição para ser investigador da "origem das coisas".


Os livros são as primeiras fontes daquele que se predispõe a alcançar o saber. Não o saber pelo simples saber, mas, o conhecimento efetivo tem a característica de transformar a realidade indesejável. Mas, até essa transformação é necessário uma investigação criteriosa do problema.


Os pensadores deixaram para nós, homens modernos, uma herança de escritos. Nunca chegaremos ao futuro que esperamos e desejamos com tantas vantagens se não tivermos a sabedoria de conservar, conhecer e utilizar o que nos foi deixado.


Compete, pois a nós, hoje, edificarmos o futuro, para isso, o amor a sabedoria deve se fazer presente para que assim possamos trabalhar o Homem antes de qualquer outra coisa.


Um rapinante curioso e manso

De temperamento tímido, quietas e discretas, as corujas ficam mansas no cativeiro, principalmente se criadas desde filhotes. Pousam na mão do dono e aceitam alimentos dados por ele.


As corujas, mochos e caborés estão colocadas na ordem dos Strigiformes, rapinantes noturnos que chamam a atenção por causa da cabeça grande, aparentemente maior por causa da plumagem, grandes olhos fixos, posicionados para diante, à maneira do ser humano, ouvidos desenvolvidos que são mais aguçados que os das outras aves e plumagem macia, de penas fofas e soltas.


A cor da plumagem vai desde o branco amarelado até o preto, passando pelo cinza e pelo marrom. Estas cores têm a sua utilidade: ajudam no mimetismo, quando, de dia, a coruja se confunde com os troncos das árvores e dorme sossegada, invisível para os outros pássaros que a atacariam imediatamente se a vissem, pois a coruja ataca também a eles e aos seus filhotes.


As Strigiformes estão divididas em duas famílias e 126 espécies. Destas, 18 existem no Brasil. Estão espalhadas pelo mundo todo: há a coruja das neves, branca, que vive no Pólo Norte, e a coruja das Filipinas, que é pescadora. Entre nós, são mais populares a suindara ou coruja igrejeira, que gosta de nidificar nas torres de igreja ou em casas abandonadas; o caboré do campo ou coruja buraqueira, que aproveita os buracos de cupim para morar e nidificar; a coruja do mato, orelhuda, e o caboré.


No norte, a coruja é considerada, mais do que no sul, uma ave de mau agouro. Mas muita gente pensa diferentemente.


A divisão diurna da coruja é igual a dos outros pássaros: ao contrário do que se pensa, ela não é cega durante o dia. Ela tem um campo de visão maior que o das outras aves. Sua pupila se dilata para aproveitar ao máximo a luz, pois ela não enxerga melhor à noite.


Depois do entardecer a coruja sai à caça. Tudo o que se move e faz barulho chama sua atenção. Atacam outros pássaros, gafanhotos, grilos, ratos, camundongos, vive da caça. Na natureza é útil e necessária para o equilíbrio da ecologia: caça animais que são pragas nas plantações. Se colocada num silo de trigo, uma coruja sozinha acabará com todos os ratos que se aproximarem.


Seus inimigos mortais são os gaviões, as cobras, os gatos do mato. Mas apesar do seu ar parado, a coruja é muito esperta para escapar deles. E, além de esperta, atenta: ela tem uma particularidade interessante, é capaz de virar a cabeça num ângulo de 180º e de esticar o pescoço para cima. Sua cabeça não se move, mesmo que movamos o seu corpo, quando ela está prestando atenção a alguma coisa.


Hábitos e Cuidados

Vida média: espécies grandes, de 15 até 20 anos. As pequenas vivem menos, mas é difícil precisar quanto.


Porte: a maior coruja brasileira, o mocho orelhudo, tem 51 cm de altura; a menor, o caboré, tem 17 cm.


Higiene: as corujas não costumam tomar banho, pois se molhadas não podem voar, devido à densidade de suas penas. Mas às vezes gostam de ficar na chuva.


Alimentação: Para aves adultas: pedaços de carne, insetos, como o gafanhoto, larvas de Tenébrio, pássaros e pequenos animais mortos. As corujas não estão acostumadas com animais mortos e podem demorar a se acostumar com esta alimentação. Os filhotes bem novinhos podem ser alimentados com carne moída e um ovo cozido. As corujas têm a particularidade de engolir o alimento todo de uma vez, aproveitar a carne e regurgitar penas e ossos, em forma de rolinhos.


Hábitos: vive à noite, dorme durante o dia, com exceção de algumas espécies que vivem também de dia. Deve ser alimentada à noite.


Acomodações: viveiro grande, um mínimo de 2x3 m individual ou para casal, com uma caixa de madeira com um buraco, onde a coruja possa acomodar-se e nidificar. No chão da caixa, areia e serragem. Poleiro num canto mais sombreado, onde ele possa ficar durante o dia. A coruja não pode conviver com outros pássaros, pois os atacaria, o mesmo acontecendo com corujas de outras espécies: a maior mataria e comeria a menor. Se for um casal, podem ficar juntos. O viveiro também deve ficar longe dos viveiros dos outros pássaros, de modo que estes não vejam nem ouçam a coruja.


Acasalamento e reprodução: na natureza o macho se aproxima da fêmea, com uma presa nas garras. Se ela aceitar o presente, dá-se o acasalamento. A fêmea põe de três a cinco ovos por postura. Tempo de incubação: de 32 a 34 dias. Os filhotes têm uma variação grande para começar a voar, conforme a espécie: de 64 a 86 dias. Em cativeiro a reprodução é difícil.


Observação: a caça e comercialização deste animal são proibidas pela lei de proteção à fauna silvestre. Obtenha maiores informações a esse respeito junto ao IBAMA.

17 julho, 2010

Submission



Ó Alá, enquanto permaneço aqui ferida e com meu espírito quebrado, eu ouço em minha mente a voz do juiz me pronunciando culpada.
A sentença que tenho que cumprir está nas suas palavras: "À mulher e ao homem culpados de adultério ou fornicação açoitai-os com cem chicotadas; não deixai a compaixão vos comover em favor deles, em um assunto prescrito por Alá, se vós acreditais em Alá e no Último Dia; e deixai que um grupo de fiéis testemunhem sua punição."
Há dois anos, em um belo dia, na feira (souk) meus olhos foram surpreendidos pelos de Rahman, o mais belo homem que já encontrei.
Depois daquele dia, sempre que ia à feira, não fazia nada além de notar sua presença.
Eu me estremeci quando soube que sua estada ali não era coincidência.
Um dia ele me sugeriu que nos encontrássemos em segredo e eu disse 'sim'.
Com o passar dos meses nossa relação se aprofundou.
Ainda mais, além do nosso amor, uma nova vida se iniciou.
Nossa felicidade não passou desapercebida e, em pouco tempo, olhos invejosos deram lugar à línguas maliciosas;
'Vamos ignorar essas pessoas', eu e Rahman dissemos, 'e acreditar na piedade de Alá'. Talvez por sermos ingênuos, jovens e apaixonados pensamos que sua divindade estivesse do nosso lado.
Nós compartilhamos afeto, confiança e um grande respeito um pelo outro, como Alá poderia nos reprovar?

Por que ele o faria?

Quando tinha dezesseis anos, meu pai me revelou na cozinha:
"Você vai se casar com Aziz; ele é de uma família honesta e cuidará bem de você".
O dia do meu casamento foi uma celebração para nossas famílias, mas não para mim. Quando em nossa casa, meu esposo se aproximou de mim, desde então, eu me recuo dos seus toques.
Sinto repulsa pelo seu cheiro, mesmo que ele tenha acabado de se banhar.
Ainda assim, ó Alá, eu obedeço a seus comandos sancionados pelas Suas palavras. Quando o empurro, deixo-lhe me pegar, pois ele cita o Senhor: "Perguntarm-Lhe à respeito das maldições das mulheres: "They ask thee concerning women's courses”
Ele disse: elas são uma injúria e profanação, então, mantende-vos longe das mulheres quando amaldiçoam, e não vos aproximai delas até que estejam limpas. Mas, quando estiverem purificadas, vós podeis vos aproximar delas de qualquer forma, em qualquer hora ou lugar ordenado à vós, por Alá, pois Alá ama aqueles que se voltam para ele constantemente e ama aqueles que se mantêm puros e limpos."
Ó Alá, altíssimo!
Você diz que os 'homens são os protetores e mantenedores da mulher, porque você lhes deu mais (força) do que ao outro'.
Eu sinto, pelo menos uma vez por semana, a força do punho do meu marido na minha cara.
Ó Alá, altíssimo!
A vida com meu marido é difícil de levar, mas submeto minha vontade a Você.
Meu marido me sustenta, portanto, sou devotamente obediente, e guardo na ausência do meu marido o que Você me mandaria guardar.
Mas meu marido, mantenedor e protetor teme deslealdade e má conduta da minha parte; ele me acusa de ser ingrata a ele; ele sempre acha uma razão para duvidar de minha lealdade. E, depois de uma série de ameaças e avisos ele começa a me bater.
Ó Alá, benevolente e misericordioso.
Assim como Você pede da mulher crente, baixo meu olhar e guardo minha modéstia.
Eu nunca exibo minha beleza ou ornamentos; nem sequer minha face e mãos.
Eu nunca piso forte a fim de chamar atenção aos meus ornamentos escondidos, nem sequer em festas.
Eu nunca saio de casa, a não ser que seja extremamente necessário; e então somente com a permissão do meu pai.
Quando eu saio, dobro meu véu sobre meu colo como Você determina.
De vez em quando eu peco, eu fantasio sentir o vento soprando por meus cabelos ou o sol em minha pele, talvez na praia, eu sonho acordada sobre uma longa jornada ao redor do mundo, imaginando todos os lugares e pessoas lá fora.
É claro, eu nunca verei esses lugares ou conhecerei essas pessoas,
porque é tão importante guardar minha modéstia a fim de obedecê-lo, Ó Alá.
Então, alegremente, faço como Você diz e cubro meu corpo dos pés à cabeça exceto quando estou em minha casa e somente com membros da família. De forma geral, sou feliz com minha vida.
Porém, as coisas mudaram desde que o irmão do meu pai, Hakim, veio morar conosco. Ele espera até eu estar sozinha em casa e vem ao meu quarto, então ele me manda fazer coisas para ele, tocá-lo nos lugares mais íntimos.
Desde que ele veio morar conosco eu me acostumei a usar o véu dentro de casa a fim de detê-lo.
Contudo, isto não o impediu.
Duas vezes ele tirou meu véu, rasgou minhas roupas íntimas e me estuprou.
Quando contei para minha mãe, ela disse que iria falar com meu pai, mas meu pai a mandou - e a mim - não questionar a honra de seu irmão.
Eu sinto dor sempre que meu tio vem me ver.
Eu me sinto presa, como um animal pronto para o abate e estou cheia de culpa e vergonha; e me sinto abandonada, mesmo cercada de familiares e amigos.
Ó Alá,
Hakim se foi, agora que sabe que estou grávida.
O veredicto que matou minha fé no amor está em Seu Livro Sagrado.
Fé em Você..., submissão a Você... parece... auto-engano.
Ó Alá, provedor e ceifador da vida.
Você clama a todos os fiéis para voltarem-se para Você a fim de alcançar a salvação.
Eu não fiz nada minha vida inteira a não ser voltar-me para Você.
E, agora que rogo pela minha salvação, sob meu véu,
Você permanece silencioso como a sepultura que desejo.

Traduzido pelo Programa de Educação Tutorial em Ciência Política - PET/POL – UnB

Cineasta holandês Theo van Gogh é assassinado (02/11/2004)

Theo van Gogh é diretor de "Submission", filme que suscitou grande polêmica recentemente na Holanda sobre o Islã. Depois de "Submission", o cineasta passou a receber ameaças e andava com proteção policial. No entanto, não desejava essa vigilância e despistava seus seguranças.

Ele também estava terminando um longa-metragem sobre o assassinato em 2002 do líder da direita populista holandesa Pim Fortuyn.

Segundo a polícia, Theo van Gogh foi esfaqueado e depois atingido por vários tiros. Há um suspeito preso, mas a polícia não revelou sua identidade.

Van Gogh dirigiu quase 20 filmes, escreveu três livros e colaborou com uma dezena de jornais e revistas. Seu filme "Loos" (1989) foi exibido na 13ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

"Submission"

"Submission" é um curta-metragem de dez minutos que relata a violência exercida contra as mulheres muçulmanas. Foi escrito por Ayaan Hirsi Ali, uma refugiada somali, que deixou de ser muçulmana, e é membro do parlamento holandês.

Já houve ameaças de morte contra Ayaan Hirsi Ali. Desde agosto, quando o filme foi levado ao ar por uma TV na Holanda, ela vive acompanhada por um segurança. Um marroquino está preso, acusado de ameaçá-la de morte.

O filme alerta para os abusos, incesto, casamentos forçados e o suicídio de jovens mulheres muçulmanas imigrantes. "Submission" (submissão) mostra várias situações em que as mulheres são subjugadas pelos homens. Uma das mulheres é forçada a casar com um homem que odeia; outra é estuprada pelo próprio tio e fica grávida; e uma terceira é chicoteada após ter tido relações com o namorado.

O motivo mais forte, porém, que causa controvérsia, são as imagens de versos do Alcorão escritos no corpo das mulheres. Nas costas de uma mulher lê-se que um homem pode, ordenado por Deus, tomar a sua mulher quando, onde e como quiser.

A polícia holandesa deve investigar se a direção de Theo van Gogh em "Submission" tem alguma relação com seu assassinato.