02 março, 2009

As Origens da Religião Egípcia

Para compreendermos a religião do Antigo Egito, precisamos recuar no tempo, milênios atrás, quando os deuses ainda andavam pela terra e viviam em um local que se chamava Atlântida, uma grande Ilha, que se localizava entre a África e as Américas, no Oceano Atlântico. Na Atlântida não existia o mal e seus habitantes seguiam as leis da natureza. Como o processo de criação ainda não havia terminado, os Atlantes testemunharam a criação das plantas, animais, pássaros e seres rastejantes. Viram também a formação da Lua, quando o "Grande Astro Rubro", por ocasião de sua passagem, arrancou uma parte do planeta e a atirou ao espaço. Este pedaço do planeta, incandescente como carvão em brasa, ficou girando em torno da Terra, preso em seu campo gravitacional e à noite brilhava como um sol vermelho.

Com o impacto ocorreram muitas transformações no planeta e o solo de Atlântida tornou-se instável. Toth, sabendo que a "Grande Ilha" poderia submergir no oceano, ordenou a emigração das quatro famílias que representavam a população Atlante. Estas famílias eram formadas pelos seguintes casais: Nun e Naunet "Oceano Primordial", Hehu e Hehut "Eternidade", Kekui e Kekuit "Escuridão", Amon e Amaunet "Ar".

Antes da catástrofe final, os Sábios e Sacerdotes Atlantes, cientes de que os dias daquela civilização estavam contados, partiram de lá, com destino a quatro regiões distintas: Para a América Central, dando origem a Civilização Maia e a todos os descendentes da Raça Vermelha; para o noroeste da Europa, onde posteriormente na Bretanha, deram origem à Civilização Celta e a todos os descendentes da Raça Branca; para a Ásia onde deram origem à Civilização Chinesa e a todos os descendentes da Raça Amarela e finalmente para o nordeste da África onde deram origem a Civilização Egípcia e a todos os descendentes da Raça Negra.

Os atlantes levaram com eles grandes conhecimentos sobre construção de pirâmides, e sobre a utilização prática de cristais, assim como conhecimentos elevados de outros ramos científicos, como matemática, geometria, astronomia, medicina, agricultura, etc.

A família de Amon e Amaunet, acompanhada de Toth e de outros sábios e sacerdotes, chegaram ao norte da África por volta do ano 50.000 a. C., conhecido em arqueologia como o período pré-dinástico. Encontraram uma população autóctone primitiva, sobrevivendo da caça e da coleta, que não dominava a agricultura e tampouco domesticava animais.

Os nativos ficaram maravilhados com a visão daqueles deuses, saindo do "Ovo Dourado" que surgiu voando. Os Mestres Atlantes ficaram fascinados com a beleza da região e principalmente com a docilidade de seus habitantes. Resolveram então se estabelecer no delta do Nilo e iniciar o processo de transmissão das artes da agricultura e da civilização.

Estabeleceram as bases da religião egípcia, inspirada na religião atlante, essa religião era essencialmente monoteísta, com a crença em um deus principal criador de todo o universo, sem gênero ou forma, ao qual davam o nome de Amon-Rá (A luz Oculta), Atun-Rá (A fonte e o fim de toda Luz) ou simplesmente Rá (A luz de Deus). Os outros deuses eram apenas as emanações de Rá em seus vários aspectos.

As questões espirituais estavam intimamente ligadas à ciência e às demais áreas do conhecimento humano. Os Sacerdotes Atlantes adaptaram seus princípios religiosos às crenças locais, que representavam aspectos da natureza, como o Sol, a Lua, as cheias e vazantes do Nilo, etc. Criaram mitos e lendas para assim perpetuar seus ensinamentos, dentre as quais a mais significativa é a lenda de Isis e Osíris.


OS FESTIVAIS RELIGIOSOS
Para organizar a vida civil e religiosa no Antigo Egito, os Sacerdotes criaram vários tipos de eventos sagrados chamados festivais, que eram celebrados segundo três calendários: O Calendário Lunar, de 30 dias, dividido em três semanas de 10 dias cada, baseado nas fases da Lua; O Calendário Civil, de 365 dias, baseado no Sol e nas estações do ano que eram apenas três : Akhet (Inundação), Pert (Semeadura) e Shemu (Colheita); O Calendário Sótico, baseado no ciclo da estrela Sótis (Sírius da constelação do Cão Maior). Como o ano lunar de 12 meses de 30 dias resultava em um ano de 360 dias, ajustaram-no ao ano solar com mais cinco dias, chamados "Epagômenos", em que se homenageavam: Osíris, Hórus, Seth, Isis e Néftis.

Os principais festivais eram os seguintes:

• Festivais dedicados a um Neter ou Nétrit (deus ou deusa) em particular, homenageando-os por meio da recordação pública de suas vidas míticas.
• Festivais para homenagear os mortos, gerando um sentido de comunidade tribal e valorizando a história ancestral, marcando os ciclos de tempo
• Festivais que iniciavam os ciclos do trabalho agrário de preparar o solo, semear e colher.

Inicialmente, os Sábios Atlantes, tiveram muito cuidado com a transmissão dos ensinamentos científicos e decidiram que o conhecimento da energia "vril" não seria transmitido, a fim de evitar que esta, fora de controle pudesse vir a reeditar a catástrofe anterior (A destruição de Atlântida teria sido provocada pela má utilização dessa energia, irradiada para o espaço através da "Grande Pirâmide de Cristal", o que alterou a órbita do "Astro Rublo" atraindo-o em direção a Terra). Para o exercício desse controle criaram as "Escolas Iniciáticas", onde os ensinamentos eram transmitidos somente àquelas pessoas que primeiramente passassem por rigorosas provas de coragem e fidelidade.

Os ensinamentos permaneciam velados para a grande massa popular, ainda não suficientemente preparada para aprendê-los. Todavia toda a população egípcia sabia destes mistérios que se relacionavam com a vida depois da morte e de como preparar-se para enfrentá-los corajosamente.

Como os nativos não dominavam a escrita, as instruções eram ministradas através do Medu-Netru (símbolos), que os arqueólogos atuais denominam "hieróglifos". Os caracteres gráficos falavam diretamente ao subconsciente e despertavam a inteligência dormente no íntimo daqueles seres, colocando-os em contato direto com o Grande Arquiteto dos mundos.

Esses hieróglifos foram gravados por Toth em 78 lâminas de ouro, subdivididas em 22 arcanos (segredos) maiores e 56 arcanos menores, que encerravam todo o conhecimento oculto, compondo uma espécie de livro que recebeu o nome de Tarô, que significa "Rota" ou "Caminhos". Escreveu também o Livro "M-Dwat" ou "O Livro dos Mortos", também conhecido como "O Livro para sair à Luz", contendo todas as doutrinas espirituais da antiga religião egípcia.


O aprendizado incluía as técnicas de arquitetura, segundo os mais exatos cálculos matemáticos e astronômicos, que foram utilizados na construção da grande pirâmide chamada "Khut", a "Luz", que era uma réplica em pedra, daquela que existiu no centro de Atlântida e que era fundida em uma única peça de cristal.

Os neófitos estavam simbolicamente empenhados na construção da pirâmide, assim como na edificação moral, social e religiosa daquela civilização. Os mestres formados nos mistérios recebiam o título de Hierofantes e seu expoente máximo chamava-se Faraó, líder religioso e político. Osíris foi o primeiro Faraó do Egito, Hórus o segundo.

Apesar da beleza física dos nativos, Toth não permitiu que qualquer dos deuses tivesse qualquer união com os membros daquela população, evitando assim que houvesse uma alteração genética que resultaria em um salto evolutivo daquele povo. Essa determinação resultou no costume dos casamentos consangüíneos da família real.

Com essa estrutura sócio-político-religiosa, onde estado e religião estavam intimamente ligados, nasce à cultura do antigo Egito. A antiga civilização Egípcia durou até o Sec. 1.º a. C. Nesse longo período, desenvolveu-se uma religião complexa, com muitos deuses diferentes que evoluíram como versões deificadas de aspectos locais. Em conseqüência, determinados deuses foram associados a lugares específicos. Em Menfis, Ptah era tido como o criador, em Heliópolis Amon-Rá era o supremo deus. Com o tempo, algumas divindades adquiriram importância nacional. Por exemplo, os regentes do mundo subterrâneo, Isis e Osíris, e o deus do sol Rá, assumiram muitas formas e influenciaram todos os aspectos da vida egípcia.


A LENDA DE ISIS E OSIRIS

Conta a lenda que Seth com inveja de Osíris, por este ter herdado o reino do pai na terra, engendrou um plano para matá-lo e assim usurpar o poder. Quando Osíris dormia, Seth tirou suas medidas e ajudado por 72 conspiradores, mandou construir um esquife com as medidas exatas de Osíris. Organizou um banquete e lançou um desafio, aquele que coubesse no esquife o ganharia de presente. Todos os deuses entraram e não se ajustaram.

Assim que Osíris entrou no esquife, Seth o trancou e mandou jogá-lo no rio, a correnteza o levou até a Fenícia. Ali ficou preso em uma planta até fazer parte do caule, que foi usado para construir uma coluna o "Djed".

Isis partiu em busca do esposo, e após muitas aventuras, conseguiu regressar ao Egito com a caixa, que escondeu em uma plantação de papiro. Seth a descobriu e cortou o corpo de Osíris em quatorze pedaços, que espalhou pelo Egito. Novamente Isis parte em busca dos despojos do esposo e dessa vez ajudada pela irmã Néftis, transformadas em milhafres (espécie de ave de rapina, semelhante ao abutre), encontram todas as partes de Osíris, exceto o órgão genital, que havia sido devorada por um peixe o Oxirincos.

Isis foi ajudada por Anúbis que embalsamou Osíris, e este se tornou a primeira múmia do Egito. Utilizando seus poderes mágicos, Isis, conseguiu que Osíris a fecundasse e dessa união nasceu Hórus.

Seth iniciou uma luta pelo poder que envolveu todos os deuses. Por fim o próprio Osíris a partir do outro mundo, ameaçou mandar levantar todos os mortos se não fosse feita a justiça.

Rá e um tribunal de deuses estabeleceram que a sucessão fosse hereditária, e assim, Hórus pôde reinar.
Dessa maneira o Faraó em vida convertia-se em Hórus e ao morrer identificava-se com Osíris, o soberano do Além, considerando-se igual ao deus.


OS RITUAIS DE MUMIFICAÇÃO

A mumificação e os rituais funerários obedeciam a regras rígidas, estabelecidas pelo próprio Anúbis e duravam 70 dias. Após a retirada dos órgãos internos, os embalsamadores colocavam as vísceras em vasos sagrados chamados "Vasos Canopos", cada um sob a proteção de um dos quatro filhos de Hórus. Inseti, com cabeça de homem protege o fígado; Hapi com cabeça de babuíno, os pulmões; Duamutef com cabeça de cão o estômago; Kebehsenuf, com cabeça de falcão, os intestinos.
O coração era lacrado no próprio corpo. Os Egípcios o consideravam como o órgão tanto da inteligência como do sentimento e, portanto, seria indispensável na hora do juízo. Somente a alguém com um coração tão leve quanto a pluma da verdade, o deus Osíris permitia a entrada para a vida eterna. Os Egípcios não davam nenhuma importância ao cérebro. Após extraí-lo através das narinas do morto, os embalsamadores o jogavam fora. Depois de secar o cadáver com sal de natrão, eles o lavavam e besuntavam com resinas conservadoras e aromáticas.

Finalmente, envolviam o corpo em centenas de metros de tiras de linho, entre essas tiras eram colocados diversos amuletos que protegiam o morto contra inimigos e demônios do mundo subterrâneo. Antes de a múmia ser colocada no túmulo, um sacerdote funerário celebrava a cerimônia da abertura dos olhos e da boca, a fim de devolver á vida todos os sentidos do morto.


O JUIZO FINAL

A vida eterna começa no túmulo, com uma viagem pelo mundo subterrâneo. Primeiro o 'Ka" (Força Vital), deixa o corpo, acompanhado após o enterro pelo "Ba" (Alma). Hórus conduz o "Ba" através dos portais de fogo e da serpente até o salão do juízo. Anúbis pesa o coração do morto, sede de sua consciência, junto com a pena de Maat, ou da verdade. Osíris observa na condição de juiz. Se o coração for mais pesado do que a pluma, Amut, um monstro parte leão, parte crocodilo e parte hipopótamo o devora, condenando o morto a um coma perpétuo. Se o coração equilibra com a pena da verdade, o "Ba" e o "Ka" reúnem-se para formar um "Akh", ou espírito, que emerge do mundo dominado pelo Osíris coroado. O "Akh" pode então retornar ao mundo dos vivos e desfrutar de seus prazeres, incluindo o amor de sua esposa e a atenção de seus servos. A vida agora lhe pertence por toda a eternidade.

MITOLOGIA EGÍPCIA

Os deuses do antigo Egito, foram Faraós que reinaram no período pré dinástico. Assim, os mitos foram inspirados em histórias que aconteceram de verdade, milhares de anos antes de sua criação. Para a cultura do antigo Egito o casamento consangüíneo tinha o sentido de complementaridade, unir céu e terra, seco e úmido, por essa razão diversos deuses eram irmãos que se casavam entre si. Osíris foi o primeiro Faraó e, que com o passar do tempo foi divinizado. Seu reinado em vida marcou uma época de prosperidade e ao morrer passou a ser o soberano do reino dos mortos.

Os deuses egípcios eram representados ora sob forma humana, ora sob forma de animais, considerados sagrados. O culto de tais animais era um aspecto importante da religião popular dos egípcios. Os teólogos oficiais afirmam que neles encarnava-se uma parcela das forças espirituais e da personalidade de um ou mais deuses. Deve ser entendido que o "deus" não residia em cada vaca ou em cada crocodilo. O culto era dirigido a um só indivíduo da espécie, escolhido de acordo com determinados sinais e entronizado num recinto especial. Ao morrerem, os animais sagrados eram cuidadosamente mumificados e sepultados em cemitérios exclusivos.

OS DEUSES EGÍPCIOS


NUN, é a divindade mais primitiva do panteão de Heliópolis. Personificava o abismo líquido ou as águas primordiais, a partir do qual todo o mundo foi criado; é a divindade mais velha e sábia de todas. Era representado como um homem barbado, com uma pena na cabeça e portando um cajado. É uma divindade bissexual e à vezes masculino. Nun gerou Aton (o sol nascente) e Re ou Rá (o sol do meio dia).

ATON, Uma das manifestações do deus sol, especialmente ao entardecer, original de Heliópolis, era representado por um homem barbado usando a coroa dupla do faraó e menos freqüentemente, como uma serpente usando as duas coroas do Alto e do Baixo Egito. Era considerado o rei de todos os deuses, aquele que criou o universo. É o mesmo deus Rê ou Rá que gerou Shu o ar e Tefnut a umidade. Atun e Rê ou Rá, foram mais tarde unidos ao deus carneiro de Tebas Amon e ficou conhecido pelo nome de Amon-Rê ou Amon-Rá.

AMON, o deus-carneiro de Tebas, rei dos deuses e patrono dos faraós. Senhor dos templos de Luxor e Karnac. Tem por esposa Mut e por filho Khonsu. Passou a ser cultuado por volta de 2000 a.C. e trazem algumas funções de Rá, sob o nome de Amon-Rê ou Amon-Rá, o criador dos deuses e da ordem divina. Ele é o sol que dá vida ao país. À época de Ramsés III. Amon tornou-se um título monárquico, mesmo título que Ptah e Rá. Freqüentemente representado como um homem vestido com a túnica real e usando na cabeça duas altas plumas do lado direito, ele se manifesta, igualmente, sob a forma de um carneiro e, mais raramente, de um ganso.
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(ou Rê), o criador dos deuses e da ordem divina, recebeu de Nun seu pai (mãe) o domínio sobre a Terra, mas o mundo não estava completamente acabado. Rá se esforçou tanto para terminar o trabalho da criação que chorou. De suas lágrimas, que banharam o solo, surgiram os seres humanos, masculinos e femininos. Eles foram criados como os deuses e os animais e Rá tratou de fazê-los felizes, tudo o que crescia sobre os campos lhes foi dado para que se alimentassem, não deixava faltar o vento fresco, nem o calor do sol, as enchentes ou as vazantes do Nilo. Como era considerado o criador dos homens, os egípcios denominavam-se o "rebanho de Rá". O deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adoração em qualquer lugar. A sede de seu culto ficava em Heliópolis, o mais antigo e próspero centro comercial do Baixo Egito. Na Quinta Dinastia Rá, o Deus-Sol de Heliópolis, tornou-se uma divindade do estado. Foi retratado pela arte egípcia sob muitas formas e denominações e era também representado por um falcão, por um homem com cabeça de falcão ou ainda, mais raramente, por um homem. Quando representado por uma cabeça de falcão estabelecia-se uma identidade com Hórus, outro deus solar adorado em várias partes do país desde tempos remotos.

SHU, deus do ar e da luz, personificação da atmosfera diurna que sustenta o céu. Sua tarefa é trazer Rá, o deus Sol, seu pai, e o faraó à vida no começo de cada dia. É representado por um homem barbado usando na cabeça uma pena simples ou quatro longas plumas. É a essência da condição seca, do gênero masculino, calor, luz e perfeição. Aparece freqüentemente nas pinturas, como um homem segurando Nut, a deusa do céu, para separá-la de Geb, o deus da Terra. Com Tefnut, sua esposa, formava o primeiro par de divindades de Heliópolis. Era associado ao Leão.

TEFNUT, considerada a deusa da umidade vivificante, que espera o sol libertar-se do horizonte leste para recebê-lo e não há seca por onde Tefnut passa. A deusa é irmã e mulher de Shu. É o símbolo das dádivas e da generosidade. Ela é retratada como uma mulher com a cabeça de uma leoa, indicando poder. Shu afasta a fome dos mortos, enquanto Tefnut afasta a sede. Shu e Tefnut são os pais de Geb e Nut.

NUT, deusa do céu que acolhe os mortos no seu império, é muitas vezes representada sob a forma de uma vaca. Com o seu corpo alongado, coberto por estrelas, forma o arco da abóbada celeste que se estende sobre a terra. É como um abraço da deusa do céu sobre Geb, o deus da Terra. Nut e Geb são pais de Osíris, Isis, Seth, Néftis e Hathor. Osíris e Isis já se amavam no ventre da mãe e a maldade de Seth, logo ficou evidente, quando ao nascer, este rasgou o ventre da mãe.

GEB, o deus da Terra é irmão e marido de Nut. É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut. Ele é o responsável pela fertilidade e pelo sucesso nas colheitas. Ele estimula o mundo material dos indivíduos e lhes assegura enterro no solo após a morte. Geb umedece o corpo humano na terra e o sela para a eternidade. Nas pinturas é sempre representado com um ganso sobre a cabeça.

OSÍRIS, irmão e marido de Isis, pai de Hórus. A origem de Osíris consta nos relatos da criação do mundo, sua geração é a ultima a acontecer e não representa mais os elementos materiais (espaço, luz, terra, céu...). Na lenda, que evoca o retorno da vida com a cheia do Nilo, após o período da seca, Osíris é morto, destruído e ressuscitado, representando a morte e renascimento da vegetação e de todos os seres. Por essa razão, ele é o deus dos mortos e do renascimento, rei e juiz supremo do mundo dos mortos. Acredita-se que ele tenha sido o primeiro Faraó e que ensinou aos homens as artes da agricultura e da civilização.

ÍSIS, é a mais popular de todas as deusas egípcias, considerada a deusa da família, o modelo de esposa e mãe, invencível e protetora. Usa os poderes da magia para ajudar os necessitados. Ela criou o rio Nilo com as suas lágrimas. Conta a lenda que, após a morte de Osíris, ela transforma-se em um milhafre para chorá-lo, reúne os pedaços de seus despojos, se empenha em reanimá-lo e dele concebe um filho, Horus. Ela defende com unhas e dentes seu rebento contra as agressões de seu tio Seth. Perfeita esposa e mãe ela é um dos pilares da coesão sócio-religiosa egípcia. Usa na cabeça um trono que é o hieróglifo de seu nome.

SETH, personifica a ambição e o mal. Considerado o deus da guerra e Senhor do Alto Egito durante o domínio dos Hicsos, tinha seu centro de culto na cidade de Ombos. Embora inicialmente fosse um deus benéfico, com o passar do tempo tornou-se a personificação do mal. Era representado por um homem com a cabeça de um tipo incerto de animal, parecido com um cachorro de focinho e orelhas compridas e cauda ereta, ou ainda como Tífon, um animal imaginário formado por partes de diferentes seres, com a cabeça de um bode, orelhas grandes, como um burro. Associavam-no ao deserto aos trovões e às tempestades. Identificado com o lado negativo da lenda, a luta entre Osíris e Seth era a luta da terra fértil contra a areia do deserto.

NÉFTIS, é a esposa de Seth, mas quando este trai e assassina Osíris, por quem era apaixonada, ela permanece solidária à Isis, ajudando-a a reunir os membros espalhados do defunto e também tomando a forma de um milhafre para velá-lo e chorá-lo. Como Isis, ela protege os mortos, sarcófagos e um dos vasos canopos. O hieróglifo de seu nome é um cesto colocado sobre uma coluna, que usa na cabeça,. É ainda na campanha de Isis que ela acolhe o sol nascente e o defende contra a terrível serpente Apófis.

HÁTOR, personificação das forças benéficas do céu, depois de Isis, é a mais venerada das deusas. Distribuidora do amor e da alegria, deusa do céu e protetora das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música. Também é a protetora da necrópole de Tebas, que sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. É representada na forma de uma mulher com chifres de vaca e disco solar na cabeça, uma mulher com cabeça de vaca ou por uma vaca que usava um disco solar e duas plumas entre os chifres. Às vezes é retratada por um rosto de mulher visto de frente e provido de orelhas de vaca, a cabeleira separada em duas abas com as extremidades enroladas.

HÓRUS, filho de Isis e Osíris, Horus teve uma infância difícil, sua mãe teve de escondê-lo de seu tio Seth que cobiçava o trono de seu pai Osíris. Após ter triunfado sobre Seth e as forças da desordem, ele toma posse do trono dos vivos; o faraó é sua manifestação na terra. Ele é representado como um homem com cabeça de falcão ou como um falcão, sempre usando as duas coroas do Alto e Baixo Egito. Na qualidade de deus do céu, Hórus é o falcão cujos olhos são o sol e a lua. Com o nome de "Horus do horizonte", assume uma das formas do sol, a que clareia a terra durante o dia. Mantenedor do universo e de todo tipo de vida, Horus era adorado em todo lugar. Ele é considerado o mais importante de todos os deuses, aquele que guia as almas até o Dwat (Reino dos Mortos).

ANÚBIS, filho de Seth e Néftis, é o mestre dos cemitérios e o patrono dos embalsamares. É na realidade o primeiro entre eles, a quem se deve o protótipo das múmias, a de Osíris. Todo egípcio esperava beneficiar-se em sua morte do mesmo tratamento e do mesmo renascimento desta primeira múmia. Anúbis também introduz os mortos no além e protege seus túmulos com a forma de um cão, vigilante, deitado em uma capela ou caixão. Anúbis era também associado ao chacal, animal que freqüentava as necrópoles e que tem por hábito desenterrar ossos, paradoxalmente representava para os egípcios a divindade considerada a guarda fiel dos túmulos. No reino dos mortos, era associado ao palácio de Osíris, na forma de um homem com cabeça de cão ou chacal, era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro, Amut. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis.

TOTH, divindade à qual era atribuída a revelação ao homem de quase todas as disciplinas intelectuais, a escrita, a aritmética, as ciências em geral e a magia. Era o deus-escriba e o deus letrado por excelência. Havia sido o inventor da escrita hieroglífica e era o escriba dos deuses; senhor da sabedoria e da magia. O que faz dele o patrono dos escribas que lhe endereçam uma prece antes de escrever. "Mestre das palavras divinas". Preside a medida do tempo, o disco na cabeça é a lua, cujas fases ritmam os dias e as noites. Representado como um íbis ou um homem com cabeça de íbis, ou ainda um babuíno.

MAÁT, esta deusa, que traz na cabeça uma pluma de avestruz, representa à justiça e a verdade, o equilíbrio, a harmonia do Universo tal como foi criado inicialmente. É também a deusa do senso de realidade. Filha de Rá e de um passarinho que se apaixonando pela luminosidade e calor do Sol, subiu em sua direção até morrer queimado. No momento da incineração uma pena voou. Era Maat. É a pena usada por Anúbis para pesar o coração daqueles que ingressam no Dwat. Em sociedade, este respeito pelo equilíbrio implica na prática da equidade, verdade, justiça; no respeito às leis e aos indivíduos; e na consciência do fato que o tratamento que se inflige aos outros pode nos ser infligido. É Maat, muito simbolicamente, que se oferece aos deuses nos templos. Protetora dos templos e tribunais.

PTAH, deus de Mênfis que foi a capital do Egito no Antigo Império, Ptah é "aquele que afeiçoou os deuses e fez os homens" e "que criou as artes". Concebeu o mundo em pensamento e o criou por sua palavra. Seu grande sacerdote chama-se "o superior dos artesãos". É, realmente, muito venerado pelos trabalhadores manuais, particularmente pelos ourives. Tem o préstimo dos operários de Deir El-Medineh. Apresenta-se com uma vestimenta colante que lhe dá a impressão de estar sem pescoço e usando na cabeça uma calota. Tem como esposa a deusa Sekhmet e por filho Nefertum, o deus do nenúfar (plantas aquáticas).

SEKHMET, uma mulher com cabeça de leoa, encimada pelo disco solar, era uma de suas representações que, por sua vez, simbolizava os poderes destrutivos do Sol. Embora fosse uma leoa sanguinária, também operava curas e tinha um frágil corpo de moça. Era a deusa cruel da guerra e das batalhas e tanto causava quanto curava epidemias. Essa divindade feroz era adorada na cidade de Mênfis. Sua juba (dizem os textos) era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha a cor do sangue, seu rosto brilhava como o sol... O deserto ficava envolto em poeira, quando sua cauda o varria...

BASTET, uma gata ou uma mulher com cabeça de gata simbolizava a deusa Bastet e representava os poderes benéficos do Sol. Seu centro de culto era Bubástis, cujo nome em egípcio (Per Bast) significa a casa de Bastet. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Antigo Império e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas pelo mundo. Quando os reis líbios da XXII dinastia fizeram de Bubástis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa tornou-se particularmente desenvolvido.

KHNUM, um dos deuses relacionados com a criação era simbolizado por um carneiro, animal considerado excepcionalmente prolífico pelos egípcios. Segundo a lenda, o deus Khnum, um homem com cabeça de carneiro, era quem modelava, em seu forno de oleiro, os corpos dos deuses e, também, dos homens e mulheres, pois plasmava em sua roda todas as crianças ainda por nascer. Principal deus da Ilha Elefantina, localizada ao norte da primeira catarata do Nilo, onde as águas são alternadamente tranqüilas e revoltas. Tem duas esposas Anuket (águas calmas) e Sati (a inundação). Um dos velhos deuses cósmicos, é descrito como autor das coisas que são, origem das coisas criadas, pai dos pais e mãe das mães. Sua esposa Anuket ou Heqet, deusa com cabeça de rã, também era associada à criação e ao nascimento.

SEBEK, um crocodilo ou um homem com cabeça de crocodilo representavam essa divindade aliada do implacável deus Seth. O deus-crocodilo, era venerado em cidades que dependiam da água, como Crocodilópolis, seu centro de culto, na região do Faium, onde os sáurios eram criados em tanques e adornados com jóias, protegidos, nutridos e domesticados. Um homem ferido ou morto por um crocodilo era considerado privilegiado. Sua adoração foi sobretudo importante durante o Médio Império.

TUÉRIS, (Taueret) era a deusa-hipopótamo que protegia as mulheres grávidas e os nascimentos. Ela assegurava fertilidade e partos sem perigo. Adorada em Tebas, é representada em inúmeras estátuas e estatuetas sob os traços de um hipopótamo fêmea erguido, com patas de leão, de mamas pendentes e costas terminadas por uma espécie de cauda de crocodilo. Além de amparar as crianças, Tueris também protegia qualquer pessoa de más influências durante o sono.

KHEPRA, (escaravelho, em egípcio) ou um homem com um escaravelho no lugar da cabeça também representavam o deus-Sol. Nesse caso o besouro simbolizava o deus Khepra e sua função era nada menos que a de mover o Sol, como movia a bolazinha de excremento que empurrava pelos caminhos. Associados à idéia mitológica de ressurreição, os escaravelhos eram motivo freqüente das peças de ourivesaria encontradas nos túmulos egípcios.

ÁPIS, o boi sagrado que os antigos egípcios consideravam como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal e que encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptah. O culto do boi Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos. Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos. Essa antiga divindade agrária, simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora.

BABUINO ou cinocéfalo é um grande macaco africano, cuja cabeça oferece alguma semelhança com os cães. No antigo Egito este animal estava associado ao deus Thot, considerado o deus da escrita, do cálculo e das atividades intelectuais. Era o deus local em Hermópolis, principal cidade do Médio Egito. Deuses particularmente numerosos parecem ter se fundido no deus Thot: deuses-serpentes, deuses-rãs, um deus-íbis, um deus-lua e este deus-macaco.

ÍBIS, uma ave pernalta de bico longo e recurvado. Existe uma espécie negra e outra de plumagem castanha com reflexos dourados, mas era o íbis branco, ou íbis sagrado, que era considerado pelos egípcios como encarnação do deus Thot. Esta ave tem parte da cabeça e todo o pescoço desprovido de penas. Sua plumagem é branca, exceto a da cabeça, da extremidade das asas e da cauda, que é muito negra. Um homem com cabeça de íbis, era outra das representações daquele deus.

APÓFIS, a serpente que habitava o além-túmulo, representava as tempestades e as trevas. É descrita no chamado Livro de Him no Inferno, uma obra que narra a viagem do deus-Sol pelo reino das sombras durante a noite. Nessa jornada, enquanto visitava o reino dos mortos, a divindade lutava contra vários demônios que tentavam impedir sua passagem. As serpentes estavam entre os adversários mais perigosos e o demônio líder de todos eles era Apófis.

02 fevereiro, 2009

Calendário Lunar 2009 em Tempo Universal


Calendário Lunar 2009


O movimento da Lua influencia o nosso cotidiano. Cada fase (nova, crescente, cheia ou minguante) pode indicar se o momento é propício para expor uma idéia no trabalho, curtir um encontro romântico ou mesmo lidar com questões ligadas à saúde e à beleza.

Veja, aqui, como o poder da Lua interfere nas várias esferas de sua vida.

O que é Tempo Universal (T.U.)?

A tabela exibe o horário em Tempo Universal, utilizado mundialmente por astrônomos.

Para converter para horário de Brasília, use as seguintes fórmulas:

Hora de Brasília = T.U. menos 3 horas (maior parte do tempo)

ou

Hora de Brasília = T.U. menos 2 horas (durante o horário de verão)

Veja, na tabela, em que lua está


Lua Nova
26/01 - 07:55h

25/02 - 01:35h

26/03 - 16:07h

25/04 - 03:23h

24/05 - 12:11h

22/06 - 19:35h

22/07 - 02:34h

20/08 - 10:01h

18/09 - 18:43h

18/10 - 05:32h

16/11 - 19:13h

16/12 - 12:02h


Lua Cheia
11/01 - 03:27h

09/02 - 14:48h

11/03 - 02:37h

09/04 - 14:55h

09/05 - 04:01h

07/06 - 18:11h

07/07 - 09:21h

06/08 - 00:55h

04/09 - 16:03h

04/10 - 06:10h

02/11 - 19:14h

02/12 - 07:31h

31/12 - 19:13h


Lua Crescente
04/01 - 11:55h

02/02 - 23:12h

04/03 - 07:44h

02/04 - 14:33h

01/05 - 20:44h

31/05 - 03:22h

29/06 - 11:28h

28/07 - 21:59h

27/08 - 11:41h

26/09 - 04:48h

26/10 - 00:41h

24/11 - 21:38h

24/12 - 17:35h


Lua Minguante
18/01 - 02:46h

16/02 - 21:38h

18/03 - 17:49h

17/04 - 13:37h

17/05 - 07:27h

15/06 - 22:15h1

5/07 - 09:53h

13/08 - 18:55h

12/09 - 02:15h

11/10 - 08:56h

09/11 - 15:56h

09/12 - 00:14h

11 janeiro, 2009

Ritual de Esbat

Este é para Hoje: Ritual de Esbat




Os esbás são os rituais realizados durante a fase de Lua Cheia.
São realizados nesta fase porque durante este momento, a Lua representa as três faces da Deusa - virgem, mãe e anciã.
Deve ser realizado na primeira noite de Lua Cheia, ou na noite anterior ou posterior. Antes ou depois deste período a lua sofre inluências das outras fases.


Você necessitará de :

- duas velas brancas

- um sino- vinho

- uma Taça



Trace o Círculo Mágico. Acenda as velas e de frente ao seu altar diga: "Esta é a época da Lua cheia, um momento de Grande Manifestação Positiva, um momento de ser feliz e tudo conquistar. A maré da Lua cheia é forte. Eu sou filho da Deusa. Eu estou diante de Ti em seu altar, em amor e a adoração a Ti. Esteja comigo Deusa. Deixe-me sentir sua presença nesta noite de Magia e Poder. "

Vá ao leste com o sino. toque-o uma vez e diga: " Oh Poderes do Ar. Ajudem-me sentir a potência e a presença da senhora dentro de minha mente. "


Vá ao sul. toque-o sino e diga: " Oh Poderes do fogo. Ajudem-me a sentir a potência e a presença da senhora dentro de meu espírito."


Vá ao oeste. toque o sino e diga: " Oh Poderes da Água. Ajudem-me sentir a potência e a presença da senhora dentro de minhas emoções. "

Vá ao norte. Toque o sino e diga: 
" Oh Poderes da Terra. Ajudem-me sentir a potência e a presença da senhora em meu corpo. "

Você terá provavelmente uma onda surpreendente de sentimentos. Deixe-os fluir em seu corpo e alma. Quando você estiver pronto, coloque o sino no altar, volte-se para o norte, e levante os seus braços acima de sua cabeça e diga: " Oh Grande Mãe! Senhora da da Lua, senhora da luz, dos mistérios da Magia e dos animais. Tu que é a luz da Lua sobre a Terra, os raios brilhantes do sol , que está acima da vida. Você é o começo e o fim, quem cria e remove. Dentro de você, eu estou. Venha e me preencha com sua presença."

Comunique-se com ela agora. Diga-lhe seus problemas, desejos e qualquer coisa que você desejar. Quando tiver terminado diga: "Toda a honra e amor à maravilhosa Deusa, porque ela é a potência acima de todas as potências, Ela é a Deusa dos Deuses, a vida eterna acima da morte"

Levante a Taça com o Vinho e diga: "A Ti ,oh Grande Mãe, e a todos os Deuses Antigos!"

Desfaça o Círculo Mágico. Deixe as velas queimarem até o fim e coloque os restinhos depois na Natureza.

09 janeiro, 2009

Acusada de bruxaria é queimada viva em Papua Nova Guiné


Mulher é queimada viva por suspeita de bruxaria

Uma mulher moradora da zona rural de Papua Nova Guiné foi amordaçada, amarrada em um poste e incendiada junto de uma pilha de pneus por ser suspeita de práticas de bruxaria, informou a polícia nesta quinta-feira à CNN.

O episódio aumenta o número de homens e mulheres acusados de magia negra que são torturados e mortos na nação do Pacífico sul. Em geral, as vítimas servem como bode expiatório das mortes inexplicáveis de outras pessoas.

"Nós temos dificuldade de apurar casos como esse porque as pessoas têm medo de dar informações", disse o comissário de polícia Simon Kauba. "Mas nós estamos tentando persuadir as pessoas a ajudar", acrescentou.

O último episódio aconteceu na última terça-feira, quando um grupo arrastou uma mulher com pouco mais de 20 anos até os arredores da cidade de Mount Hagen. Lá ela foi despida, amarrada a um tronco, amordaçada e depois queimada.

Segundo Kauba, mais de 50 pessoas morreram suspeitas de bruxaria no ano passado. Em um caso famoso, mas que não acabou em morte, uma mulher deu à luz enquanto lutava para se desamarrar de uma árvore.

Acusada de bruxaria, ela havia sido pendurada grávida na árvore pela população depois que um vizinho seu morreu inexplicavelmente.
fonte: Terra e Estadão

05 janeiro, 2009

Tudo sobre Velas



A vela é o mais simples e mais poderoso instrumento de trabalho. Ela por si só engloba os 4 elementos: terra, fogo, ar e água. É a mensageira de nossos desejos, continua por nós nossa vigília. Ela está presente na alegria e na dor, na fé, na devoção e até na cura.




É companheira de todas horas!




Saiba mais sobre suas cores, seus significados, compreenda sua linguagem e previsões!


Amarelo: Intelecto, criatividade, unidade, trazendo o poder da concentração e da imaginação para o ritual; feitiços que envolvam confidências, atração, charme, persuasão, aprendizagem, quebrar bloqueios mentais. Em geral para estimular os estudos. Simboliza também a energia solar, ação, inspiração e mudanças súbitas.
Dia da semana Quarta-
Feira.

Dourado: Ativa a compreensão e atrai as influências dos poderes cósmicos; beneficia rituais para atrair dinheiro ou sorte rapidamente. Simboliza a energia solar. Poderes divinos masculinos, feitiços e rituais para renovar a negatividade, encorajar, estabilidade e atrair as influências da Deusa. Dia da semana Quarta-Feira.


Azul: Espiritual para rituais que necessitam de harmonia, luz, paz, sonhos, saúde, magia que envolva honra, bondade, tranqüilidade, verdade, conhecimento, proteção durante o sono, estabilidade, projeção astral, feitiços que envolvam sonhos proféticos, calma, criatividade, paciência, para estabilidade no emprego, sabedoria, poder oculto, proteção, compreensão, fidelidade, harmonia domestica e paciência. Dia da semana Quinta-Feira.


Índigo: Cor da inércia, para parar pessoas ou situações; use em rituais que requeira um elevado estado de meditação; neutraliza a magia lançada por alguém, quebra maldições, mentira ou competição indesejada. Equilibra o karma. Energia de Saturno. Dia da semana Quinta-feira.

Azul Royal:
Promove alegria e jovialidade; use para atrair a energia de Júpiter ou para qualquer energia que você queira potencializar. Dia da semana Quinta-Feira.


Azul Claro: Cor espiritual; ajuda nas meditações de devoção e inspiração; traz paz tranqüilidade para casa. Erradia a energia do signo de Aquário; sintetiza as situações. Dia da semana Quinta-Feira.  


Branco: É a mistura de todas as cores; alinhamento espiritual, meditação, divinação exorcismo, feitiços que envolvam cura; paz, pureza, alto astral, consagração, clarividência, verdade, força espiritual, energia lunar, limpeza, saúde, poder, totalidade. Em geral para todos os pedidos e quando você não souber a cor correspondente para o seu pedido. Dia da semana Quarta-feira.


Laranja: Feitiços para estimular energia, alcançar metas profissionais, justiça e sucesso. Em geral para a criatividade. Dia da semana Terça-feira.


Marrom: Feitiços para localizar coisas perdidas, para melhorar os poderes de concentração e telepatia, proteção de familiares e animais domésticos, equilíbrio, para rituais de força material; elimina a indecisão, atrai o poder da concentração, estudo, telepatia, sucesso financeiro. Dia da semana Quarta-feira.


Preta: Para afastar mau-olhado, limpar a negatividade, abre os níveis do inconsciente; usado em rituais para induzir um estado de meditação; simboliza a reversão, desdobramento, discórdia, proteção, libertação, repelindo a magia negra e formas mentais negativas. Atrai a energia de Saturno. Dia da semana Sábado.

Roxa: Manifestação psíquica, cura e feitiços envolvendo poder, idealismo, progresso, quebra de má sorte, proteção, honra, afastar o mal, adivinhação, contato com entidades astrais, energia de Netuno. Dia da semana Quarta-feira.


Verde: Feitiços que envolvem fertilidade, sucesso, sorte, prosperidade, rejuvenescimento, dinheiro, ambição, saúde, finanças, cura, crescimento, abundancia, generosidade, casamento, equilíbrio e harmonia. Em geral para desejos de cura e sorte. Dia da semana Sexta-feira.


Verde Esmeralda: Importante componente num ritual venusiano; atrai amor, fertilidade e relação social. Dia da semana Sexta-feira.


Verde Escuro: Cor ambição, cobiça, inveja e ciúme; coloca as influencias dessas forças em um ritual. Dia da semana Sexta-feira.


Vermelho: Saúde, energia, potência sexual, paixão, amor, fertilidade, força, coragem, vontade de poder, aumento do magnetismo em um ritual; energia dos signos de areis e escorpião. Para a conquista do medo, preguiça, vingança, atingir metas. Dia da semana Quarta-feira.


Cinza: Cor neutra; ajuda a meditação; na magia, esta cor simboliza confusão, mais também neutraliza as forças negativas. Dia da semana Sábado.


Prateado ou Cinza Claro: Feitiços que atraem o poder de influências cósmicas, rituais de honra à deidades do Sol, removem a negatividade e encoraja a estabilidade; ajuda a desenvolver as habilidades psíquicas. Atrai a energia da Grande Mãe. Vitória, meditação, poderes divino feminino. Dia da semana Sábado.

PERFUMES E ESSÊNCIAS

Absinto: acalma a mente, antidepressivo e afrodisíaco.
Acácia: harmonia psíquica, tranqüilidade.
Alecrim: melhora a memória, ativa vibrações energéticas do corpo, aumenta percepção, anti-depressivo, e estimulante. Traz boa sorte e proteção.
Alfazema: harmoniza ambientes, afasta o medo, agressividade e arrogância. Traz serenidade e clarividência.
Algas: maior concentração no estudo e trabalho. Ativa as funções cerebrais.
Almíscar: romance e amor.
Âmbar: coragem e autoconfiança.
Amêndoa: estimula a intuição.
Arruda: purifica ambientes, protege lugares e pessoas de energias negativas. Limpeza psíquica e física.
Bálsamo: inspiração e relaxamento.
Camomila: calmante, alegria espiritual, Sensação de leveza e relaxamento. Boa sorte e bons sonhos.
Canela: perspicácia, prosperidade, sucesso. Anti-depressivo.
Capim cheiroso: repelente de insetos, neutralizador de cheiro de animais domésticos, calmante, sensação de alegria e relaxamento.
Cedro: relaxante e purificador.
Cipreste: segundo os persas é a árvore do paraíso, simboliza a imortalidade.
Citronela: repelente de insetos, renovação.
Cravo: vibrações energética restauradas, afrodisíaco, limpeza astral, amor.
Dama da noite: diminui a carga agressiva. Romance e amor
Erva doce: afasta energias negativas. Intuitiva. Atração e prosperidade.
Eucalipto: desenvolvimento e lucidez. Tônico estimulante. Repelente.
Flor de laranjeira: problemas com estresse e tensão nervosa. Boa sorte no amor.
Flor de lótus: auto-conhecimento, iniciação.
Flor do campo: harmonia com os seres da natureza.
Gerânio: criatividade, vitalidade.
Hortelã: autoconfiança, coragem e atenção. Dissolve pensamentos negativos, como: medo, ciúme e egoísmo. Prosperidade e bons sonhos.
Jasmim: bem estar, riqueza e beleza. Eleva auto-estima. União, inspiração.
Lavanda: diminui os estados de tensão. Neutraliza as vibrações que perturbam a aura magnética pessoal. Acalma estados de ansiedade e insônia.
Limão: purifica os lugares carregados de forças que deterioram a felicidade.
Maçã: revitalizante, vitalidade, boa sorte.
Mel: boa sorte, prosperidade.
Mil flores: esclarecimento nos estados de confusão mental. Supera as sensações de vazio e solidão. Purifica o coração.
Mirra: purificação e proteção.
Morango: boa sorte, oferenda.
Ópium: inspiração e criatividade.
Orquídea: beleza, harmonia e amor.
Patchouli: acalma a ansiedade. Amor, clarividência e atração.
Pêssego: oferenda, boa sorte.
Pinho: favorece sentimentos afetivos, melhora a convivência e equilibra as energias ambientais.
Rosa: equilibra os centros energéticos. Calmante, contra insônia.
Sândalo: leva à meditação, induzindo a um estado de harmonia e relaxamento.
Verbena: criatividade, inspiração e bons sonhos.
Vetvert: acalma a mente e traz inspiração. Sucesso e purificação.
Violeta: prazer, sensualidade. Sentimentos positivos, paz e humildade.


INFLUÊNCIAS PLANETÁRIAS

SOL: SAÚDE, CONFIANÇA, PERSUASÃO.
LUA: MULHERES, EMOÇÕES, ASSUNTOS DO LAR.
MARTE: ENERGIA, SEXO, CORAGEM.
JÚPITER: PROTEÇÃO, ASSUNTOS ADVOCATÍCIOS, NEGÓCIOS.
VÊNUS: AMOR, PAZ, HARMONIA, BELEZA, DINHEIRO.
SATURNO: DESTRUIÇÃO, CONFUSÃO, AUTO-DISCIPLINA.


SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA

Sobre o Formato:


Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação.
Quadradas: estabilidade, matéria.
Estrela: espiritual, carma.
Pirâmide: realizações matérias.
Cilíndricas: servem para tudo.
Animais: para o seu animal protetor.
Lua: para acentuar sua energia intuitiva.
Gnomo: para seu elemental da terra.
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio. Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.
SIGNIFICADO DAS CHAMAS

Chama Azulada: pede-se paciência, pois seu pedido logo será realizado.
Chama Amarela: sua felicidade esta próxima.
Chama Vermelha: seu pedido esta sendo realizado.
Chama Brilhante: seu pedido esta tendo êxito.
Chama que Levanta e Abaixa: se concentre no seu pedido, pois a sua mente esta muito tumultuada.
Chama que Solta Fagulhas no ar: pode haver algum desapontamento ou aborrecimento antes do seu pedido se realizar.
Chama que Parece uma Espiral: não comente com ninguém sobre seu pedido, pois alguém próximo poderá atrapalhar.
Chama Enfraquecida: é preciso reforçar seu pedido.
Chama que Permanece Baixa: esta não é ainda a hora de seu desejo se realizar. Há uma necessidade de você cuidar primeiro do seu astral.
Chama que Vacila: poderão ocorrer algumas transformações, antes que seu pedido se realize.

A VELA

Quando a Vela não acende: o astral ao seu redor esta "poluído".
Pavio que se parte em dois: seu pedido não foi feito com fé, faça-o novamente.
Ponta de pavio brilhante: sorte e sucesso no seu pedido.
Vela que chora muito: você esta sem forças e muito emotiva, isso faz com que seu anjo tenha um pouco de dificuldade para realizar seu pedido.
Sobra um pouco de pavio e sobra vela em volta: mais concentração.
Se a vela apaga depois de acesa: a Deusa fará a parte mais difícil, o resto é com você.
Quando a vela queima por inteiro: seu pedido foi aceito.
Quando a vela forma uma espécie de escada ao lado: seu pedido esta sendo realizado.
Quando sobra muita cera no prato: acenda o que sobrou, pois existem forças negativas tentando atrapalhar. Quando terminar acenda outra e agradeça.
MAGIAS 
Unção, Consagração ou Imantação

Sagração é o nome dado ao recurso de consagrar ou imantar uma vela através da unção.
Sagração para atrair ou afastar:
Posicione a vela com o pavio voltado para norte.
Molhe o dedo indicador na essência.
Usando a energia de atração de sua intenção, unte a vela toda, do pavio (pólo norte) para a base (pólo sul),sempre mentalizando o que você quer atrair.
Usando a energia de afastamento de sua intenção, unte a vela toda, da base (pólo sul) para o pavio (pólo norte),pensando no que quer afastar.
Escolha um numero para untar as velas, de acordo com sua intenção.
Significados dos números para ajudar a escolha no processo de unção das velas
1-inicio, criação, novo ciclo, ativação.
2-atração, dualidade, oposição, luta, complementação, casamento, conflito.
3-expansão, equilíbrio, desdobramento,família.
4-proteção, estabilidade, segurança, solidez.
5-experiência, aprendizado, escolhas, vida na matéria, carma.
6-harmonia, duplo equilíbrio,amor, compaixão, responsabilidade.
7-análise, numero mágico, trabalho mental,solução de problemas, meditação.
8-recompensa, dupla estabilidade, infinito, colheita do que semeou.
9-liberação, saturação, fim de dificuldade, plenitude de sofrimento,enriquecimento, mudança.


Exemplos:

Se você vai acender uma vela para alcançar um novo emprego , ao untar sua vela faça-o quatro vezes. Se sua intenção é equilibrar sua família, unte a vela três vezes. E assim por diante.

Dicas:*Sempre acenda suas velas com fósforos, nunca com isqueiros.
*Nunca vire uma vela depois de acesa, coloque um fósforo aceso em baixo dela, para derreter o bastante para você grudá-la no apoio ou castiçal.
*Você não deve assoprar uma vela para apagar, apague sempre com um apagador ou com os dedos.


26 novembro, 2008

Escola obrigada a retirar crucifixo da parede

Escola obrigada a retirar crucifixo da parede
A polêmica sobre a exibição de símbolos religiosos nas escolas públicas chegou a Espanha.



Pela primeira vez um juiz ordenou a retirada de um crucifixo da sala de aula de um estabelecimento público. O magistrado respondeu assim à queixa de uma associação local de defesa da escola laica apoiando-se sobre a Constituição espanhola.


A ministra da Educação exortada a pronunciar-se sobre a decisão do tribunal administrativo de Valladolid disse que “a sentença reflete o que está escrito na Constituição espanhola e o carácter laico do Estado”.


Apesar da Constituição de 1978 garantir o caráter laico do Estado e das suas instituições os símbolos católicos continuam muito presentes em Espanha, 30 anos depois do fim da ditadura que elevou o catolicismo à religião do Estado.


Em defesa da posição da igreja neste caso o arcebispo de Sevilha comenta que “não se deve tentar apagar os símbolos mas ajudar as pessoas a respeitá-los seja a religião que for”.


Em 2006 um caso semelhante fez polêmica em Jean no sul do país mas os responsáveis regionais anteciparam à justiça e ordenaram a retirada do crucifixo da parede.
fonte: euronews

18 novembro, 2008

Menina albina é decapitada em crime ritual no Burundi

Uma menina albina de seis anos foi decapitada no Burundi, onde já chega a três o número de assassinatos desde setembro em crimes rituais envolvendo albinos.

Segundo o chefe do povoado de Kinyinya, Réi Sengiyuma, um grupo de bandidos armados com fuziz atacou no domingo a casa de uma menina albina de seis anos chamada Cizany, em Bugongo (220 km ao leste de Buyumbura), e a decapitaram antes de cortar suas pernas e braços.


Um homem e uma adolescente albinos (anomalia genética que provoca a ausência total da pigmentação na pele e no cabelo) foram assassinados no final de setembro em Ruyigi por motivos relacionados com práticas de bruxaria.


As autoridades colocaram em andamento o reagrupamento de todos os albinos da zona para protegê-los.


O assassinato da menina acontece num contexto de recrudescimento de crimes rituais contra os albinos na Tanzânia. Neste país vizinho do Burundi os membros e os órgãos dos albinos são utilizados em práticas de bruxaria para fabricar amuletos de boa sorte para os garimpeiros de ouro.


Pelo menos 27 albinos, em sua maioria mulheres e crianças, foram mortos em vários países do leste África durante 2008.
Fonte: G1

01 novembro, 2008

Governo britânico é instado a pedir perdão a bruxas executadas


LONDRES - O ministro da Justiça britânico, Jack Straw, foi instado nesta sexta-feira a pedir perdão póstumo aos homens e mulheres que foram executados na Grã-Bretanha sob a acusação de praticar bruxaria.

Um grupo de ativistas pediu a Straw que reconheça os "erros históricos da Justiça britânica" e peça perdão publicamente. Uma cópia do requerimento também foi enviada ao secretário da Justiça escocês, Kenny MacAskill.

Mais de 400 pessoas foram executadas na Inglaterra, e cerca de duas mil na Escócia, antes da promulgação da Lei de Bruxaria de 1735, que acabou com os julgamentos do gênero.

O pedido por um perdão oficial ocorre meses após o governo da Suíça se desculpar oficialmente pela morte de Anna Goeldi, decapitada em 1782 e considerada a última pessoa a ser executada por bruxaria na Europa.

O requerimento surgiu de uma família proprietária de uma loja de fantasias, que pediu ao historiador John Callow para investigar as histórias das vítimas britânicas.

Callow, editor do livro Witchcraft and Magic in Sixteenth and Seventeenth Century Europe ('Bruxaria e Magia na Europa dos séculos XVI e XVII', em tradução livre), afirmou que está na hora de reconhecer que os julgamentos por bruxaria foram as 'mais perigosas e trágicas' fabricações da história.

Fonte: Uol,  diHITT

31 outubro, 2008

Somos Bruxas!





Graças a liberdade de expressão posso nesse momento falar abertamente sobre quem sou e o que faço.
É dever de informar a sociedade sobre a verdade da Arte. Nós Bruxas nesses últimos séculos, permanecíamos incógnitas, tal atitude pesou contra nós, pois só quem fala sobre nós, são os que não nos conhecem. É necessário que falemos a respeito, pois nada mais temos para ocultar.
Sou bruxa que utilizo meus dons, que é um misto de magia com ciência, existem outras, que trabalham para cumprir missões de ajuda solidária.
Todas praticamos muitas das mesmas artes que serviram de base para cultura humana e que foram consideradas sagradas para a Deusa. Cozinhamos, costuramos, manipulamos ervas, hoje com o conhecimento científico de todas elas, fazemos fogueiras, instalamos altares, recitamos preces e cânticos, realizamos rituais de cura, enfim tudo.


A DEUSA E O PATRIARCADO


A importância da mulher não mais poderá ser negada, pois ela possuir a capacidade de dar a luz, de produzir o leite e de sangrar com as fases da lua. Fatos que foram definitivos para os observadores primitivos notassem que a mulher e a natureza repartiam o papel de Grande Mãe.
Entre os celtas, o sacerdócio era todo feminino e, tais sacerdotisas eram chamadas de druidas. A palavra "druida" é derivada do grego "dryad", uma "ninfa do carvalho". O termo também era aplicado às sacerdotisas de Ártemis.
O saber druídico foi transmitido oralmente, mas investigações contemporâneas nos levam a crer as práticas mágicas dos mistérios driádicos dos gregos, passando depois pelos druidas, manifestam-se hoje nos conjuros e sortilégios das modernas bruxas.
As sacerdotisas druidas da Grã-Bretanha estavam divididas em três classes. A classe mais alta vivia em regime de celibato em conventos. Essas irmandades alimentavam as fogueiras sagradas da Deusa e foram assimiladas na era cristã como monjas. As outras duas classes podiam casas e viver nos templos ou com seus maridos ou famílias. Com advento do cristianismo, foram chamadas de "Bruxas".
Com a chegada das religiões patriarcais, os Deuses solares tornaram-se heróis e as Deusas da Terra e da Lua passaram a ser as vilãs. A própria história da criação, que falava de nascimentos partenogenéticos e nascimentos de seres andrógenos, passaram a ser proveniente de uma fonte masculina. São vistas Deusas brotando das coxas e cabeças dos Deuses e não mais de um ventre feminino.
E, à medida que a concepção religiosa foi se afastando da Grande Deusa, tudo que estava associado à terra, corpo, sexo e mulher, tornou-se sujo, impuro e maléfico. Assim, a natureza humana como terrena, e o terreno, e com ele o feminino, passam a ser caluniado como repulsivos e maus.
Mas tanta insensatez não para por aí, os historiadores da religião interpretando à luz de seus valores patriarcais, argumentaram que a evolução do politeísmo para o monoteísmo era uma marca do avanço da civilização. Mas, o que realmente aconteceu com a chegada de um único Deus, foi à degradação da Terra, da mulher e do sexo.
As culturas que se desenvolveram em torno de um Deus Pai autoritário oprimem todos os que não se enquadram à imagem do homem adulto e todo-poderoso: as crianças, os gays e as comunidades não-humanas da vida animal, vegetal e mineral com quem convivemos e compartilhamos o nosso planeta.
As incursões patriarcais só surgiram com o desenvolvimento da metalurgia, em 2.500 a.C., aproximadamente. Mas as culturas matriarcais, que eram devotas a Grande Deusa, não desapareceram de um dia para outro, mas foram lentamente erodidas pela própria natureza da nova guerra.
A revolução patriarcal da Idade do Bronze coincidiu com o início da "escrita". Entretanto, o patriarcado é um desenvolvimento bastante recente nos últimos quatro mil anos, comparada com as centenas de milhares de anos em que os seres humanos viveram as sociedades matriarcais.


BRUXAS, COMO SÃO ELAS?


Cada cultura teve seus visionários. Eles são encontrados nas histórias da Suméria, de Creta, da índia, do Egito, da Grécia, da África, das Américas, etc. Na Europa ocidental, pareceram com os druidas, que eram sacerdotes e sacerdotisas da raça céltica cujas origens ainda estão envoltas nas brumas da história. Essa é minha descendência, pois minhas ancestrais vieram da Irlanda e da França, uma região onde a sabedoria e magia celta eram muito difundidas. E, ainda hoje, é dos costumes espirituais celtas que deriva boa parte da Arte praticada pelas bruxas modernas.
A própria palavra "bruxa" (witch, em inglês) é maravilhosa, pois traz lembranças até ao espírito mais cético. No anglo-saxão antigo, a palavra "wicca", referia-se a uma vidente, ou aquela que poderia prever o futuro por meio de magia.
A palavra "Witch" origina-se da antiga raiz germânica "wit", que quer dizer "saber". Novamente temos as bruxas associadas a pessoas de muito saber, ou seja, versadas em verdades científicas e espirituais.
Em muitas línguas, Bruxa é a palavra usada nos termos comuns e cotidianos para sabedoria. É a sabedoria que enriquece a alma, não apenas o espírito. E, quando o cérebro deixar de existir, somente a sabedoria da alma sobreviverá.
Somos criaturas humanas, rimos, sonhamos, sangramos e vivemos nesse mundo. A magia que usamos é parte de uma sabedoria universal.
Nossa magia jamais foi usada para praticar o mal e todos nossos rituais são orientadas para a fertilidade e para reverenciar o Deus Cornífero e a Tríplice Deusa com cânticos, danças, meditações. Nossa Arte é uma religião organizada, que nada tem a ver com o culto do diabo.
A maior das missões das Bruxas desse século tem sido provar que as práticas pré-cristãs não se extinguiram com a chamada dos povos pagãos à Igreja e, ainda, mostrar de forma convincente que o Deus Cornífero de nossos ancestrais não era o Satã cristão.
Não é difícil distinguir a Feitiçaria do satanismo. As Bruxas usam o pentáculo com a ponta para cima. Os satanistas invertem-no com a ponta para baixa, tal como invertem o crucifixo. As Bruxas jamais usam crucifixos para qualquer fim, seja na posição correta ou invertido. Nunca usamos o 666. Não sacrificamos animais para qualquer fim. Não dizemos o Pai Nosso de trás para diante, não celebramos Missas Negras ou de qualquer outra cor. Também não usamos crianças em nossos rituais e não projetamos danos físicos a quem quer que seja. Além disso, não recrutamos ou fazemos proselitismo.
A Feitiçaria é uma Arte que todos praticamos, quando estamos em total harmonia com a Natureza, quando não permitimos que maltratem um animal ou quando impedimos de sacrifiquem uma árvore, pois nossa religião é ecologicamente correta e hoje a nossa maior preocupação é a preservação das espécies e de nosso planeta.
Muitos são os que dizem que hoje a bruxaria está em moda, talvez por influência de filmes como os de "Harry Potter", onde o arquétipo do Mago ressurge nesses pequenos aprendizes de magia, que estão encantando pequenos e adultos. Também a Trilogia do Senhor dos Anéis, com elfos, hobbits, magos, orcs e trolls, surgiu nas telas do mundo, para despertar o homem para o real estado das coisas e de nosso papel neste mundo. Talvez nem todos entenderam a verdadeira mensagem, mas que ela foi dada, ah.
Isso foi!
Não só compreendemos, mas vivemos a visão espiritual dos nossos ancestrais, que reconheceram o poder divino na Terra e nos processos naturais. Todas nós possuímos conhecimentos e técnicas para realizar nossos próprios poderes divinos, tão necessários para viver em harmonia com a criação.

(O texto acima não é de minha autoria, que alias, desconheço, mas as palavras cabem perfeitamente no que quero dizer neste dia.)

01 outubro, 2008

O Simbolismo Animal

O Simbolismo Animal

Tratar alguém por nomes de pássaros, passar do galo ao asno...
Algumas palavras de ternura: minha gata, meu gato, filhote, pombinha, pombinho, pantera...
O vôo dos corvos sobre as planícies, língua de víbora, olho de lince, raposa velha, falcões, gaviões, lobo em pele de cordeiro...
Teimoso como uma mula, orgulhoso como um galo, esperto como um macaco...

Expressões corrente que atestam a importância da presença animal na vida de todos nós diariamente. Forjam um bestiário abstrato, que povoa nossa fraseologia cotidiana e reafirmam, embora indiretamente, a natureza animal do ser humano.
O animal age por instinto. E que é o instinto senão inteligência natural e inata, que o homem também deve ter possuído em idades remotas? É certo que as relações entre o homem e o animal, outrora mais harmoniosas, sem dúvida, degradaram-se com o tempo.
O drama do ser humano é que só age a partir de sua celebridade orgulhosa, e se esquece da inteligência, do coração, a qual, não obstante, é o que há de melhor nele.
Nessas condições, como esperar que encontre seu lugar na Natureza e no Universo?
Esse lugar, que lhe cabe por direito, ele o perdeu por seus atos antinaturais, ele, que só pensa em juntar riquezas materiais e rejeita as da alma infinitas. E a paixão - amor ou ódio - inspirada ao homem pelo animal não tem algo da parcela de divindade que o ser humano não cessa de perder e procurar?
Porque essa Natureza Cósmica do homem não é senão a Natureza mesma, a Natureza do animal, que o ser humano inveja e rejeita.
O animal tem, pois, lugar todo particular no imaginário humano. O espaço do pensamento que ele ocupa é importante.
O simbolismo animal reflete não os animais, mas a idéia que o homem tem deles e, talvez definitivamente, a idéia que tem de si próprio.
O simbolismo animal está profundamente gravado em nosso inconsciente coletivo. Herdamos sentimentos e recordações inconscientes que condicionam nosso comportamento consciente

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Nas religiões antigas existem registros de rituais do homem e do animal em todos os hemisférios. Exemplos como Ganesha, a divindade hindú, forma humana com cabeça de elefante; no Egito, Thot, forma humana com cabeça de falcão.

Na astrologia os símbolos astrológicos são animais. Na astrologia chinesa idem. Nos chacras, há para cada vórtice um animal que carrega o bija (O Mantra Semente). A Kundalini é representada por uma serpente.

O simbolismo animal também está presente em todas as linhas de ocultismo, na alquimia, nas cartas de tarô, nas runas, no I Ching, etc.
Desde tempos imemoriais as pessoas procuram por visões e mensagens do Grande Espírito. A forma mais comum desde então é o contato mais íntimo com a natureza através de uma interação com os animais. As plantas e as pedras. Destes eram absorvidas mensagens que orientavam nos dando direção, proteção e cura, nos ajudando em nossa sobrevivência e harmonia com a Mãe Terra.
Dos animais podería-se tirar e entender mais mensagens que eram aprendidas a partir da simples observação de seu hábitos e interação com o ambiente. De uma águia podemos retirar a lição de liberdade, coragem, foco, altos ideais, visão poder e espírito.
Os animais podem nos ensinar muito. De suas qualidades podemos aprender o que está faltando ou sendo mal direcionado em nós. Portanto tudo que você tem a fazer é prestar atenção na mensagem de cada animal, pois estes podem nos refletir nossas próprias características. Ocorrências de sincronicidade se tornam freqüentes nos alertando para estas mensagens.
Existem vários métodos de conexão e comunicação destas fontes inesgotáveis de conhecimentos e harmonia que podem ser percebidos pela simples aparência, atividade ou comportamento de um animal. Descubra o seu animal de poder prestando atenção nestes detalhes. Examine cada mensagem cuidadosamente para seu fortalecimento, direção e cura.
Um animal de poder ser um mamífero, um pássaro, um peixe, um inseto ou um réptil. Procure por seu animal de poder, suas qualidades e mensagens.

Aparece em diferentes cultos religiosos da Ásia Central e Setentrional, África, Américas e Oceania, em culturas antigas em diferentes estágios de evolução, particularmente nas sociedades indígenas.
Por essa razão, o Xamanismo não é considerado uma religião propriamente dita, mas um traço característico a diversas religiões.
Usualmente, as principais tarefas destinadas a um Xamã são a cura, a adivinhação e a busca de soluções para problemas ou questões da coletividade.
É comum que o Xamã entre em estado de transe emocional e que utilize plantas, animais e minerais em sessões rituais, que podem incluir a ingestão de bebidas muitas vezes alucinógenas.

O Xamanismo é a "Arte" ligada aos poderes dos elementos, à Gaia (Terra), às forças oriundas dos animais, plantas dos bosques e florestas e de nossos ancestrais.
Os Xamãs cultuam o "Grande Espírito", Pai-Mãe Criador, que é "Deus". Possuem técnicas milenares, de onde provém a prática em descobrir no seu instinto, como cultivar o animal que todos levamos dentro de nós e que em qualquer momento pode chegar a manifestar-se.
Essa característica passa por povos, lugares e tempos diversos, e sempre encontra uma forma de se expressar, manifestando-se em estados puros de agressividade, nos momentos de por a prova o poder que cada um tem para sobreviver em um ambiente hostil, seja na selva, seja nas cidades.
As vivências no Xamanismo em estado puro e selvagem, é totalmente diversa do Xamanismo praticado nas cidades de todo o mundo. Nas cidades, a prática do Xamanismo também se faz presente, mas se traduz em um estado e uma vivência bem diferente do Xamanismo praticado em plena selva, onde o animal de poder é freqüentemente observado em seu aspecto puro e se adota sua postura, forma e poder, para desenvolver tarefas no mundo dos espíritos.

Segundo as tradições indígenas todo ser humano possui um totem animal, um espírito em forma de animal que além de emprestar algumas de suas características ao Xamã, também age como guardião e conselheiro, chamado "Animal de Poder".
O "Animal" desperta no Xamã instintos adormecidos que podem deixá-lo melhor preparado para enfrentar as situações adversas.
O grande desafio do iniciado no Xamanismo, é encontrar esse animal, identificá-lo e domesticá-lo, cavalgando no seu poder. O verdadeiro Xamã se converte em seu animal de poder, descendo aos porões do reino animal, para dele melhor compreender sua missão e a sua força neste mundo. Porque é do nosso animal de poder que tiramos forças para lutar, competir, enfrentar nossos inimigos e vencer obstáculos, usando a sua força animal.
Dependendo do animal que se manifestar, o Xamã poderá adquirir certos poderes mágicos, como por exemplo: Ver mais longe (Águia, ou Gavião), enxergar inimigos ocultos (Coruja), perseguir seus objetivos (Falcão), etc.

Para os Yanomami da Amazônia e Venezuela, todo homem tem como seu duplo anímico um animal de poder, chamado de "duplo animal". Os animais também podem ser espíritos de ancestrais, que vivem nas florestas e que assumiram essa forma por terem comportamentos descontrolados ou fora de alguma regra social.
Conectar com um animal de poder através de sua sabedoria de sobrevivência, comportamento e maestria é conectar com nossa própria essência e com as qualidades instintivas que tem o ser humano como parte da Natureza.
É buscando esse poder animal dentro de nós que nos preparamos para as batalhas da vida e do espírito.

Veja algumas descrições desses animais de poder, de acordo com as tradições das Tribos Brasileiras:

OS ANIMAIS DE PODER


UIRAPURU - Pássaro raro, não se permite ver facilmente. Quando se mostra, sempre está disfarçado para que não o notem. Seu canto é inédito, mas é considerado de beleza rara e única. Traz paz e ao cantar todas as outras criaturas da floresta calam-se para ouvi-lo.


SERPENTE - A serpente é aquela que ergue a vida e cria a realidade, é o poder criativo, transmutador e nos faz conhecer valores profundos do ser. Para os Guarani, é o eixo por onde se ergue o ser humano, a coluna vertebral. Na sua base está o poder gerador de vida da Grande Mãe.

CORUJA - É a sabedoria. Tem a capacidade de ver o oculto e inconsciente. Conhecedora dos mistérios, ela permite-nos vencer o temor e aprender a qualidade da consciência do existir em todos os níveis e do fluir. Por ver na escuridão, sua qualidade também está no ultrapassar as limitações do perceptível, mostrando-nos a totalidade e as várias realidades, da qual o mundo material é apenas uma parte.


ESCORPIÃO - Animal de poder muito importante encontrado na cerâmica de civilizações amazônicas, representa a proteção e a preservação da natureza humana ou animal. Está associado à capacidade de atacar quando ameaçado, sendo capaz de qualquer coisa para manter a sua integridade.

JABUTI - É um animal de grande longevidade. Suas qualidades estão associadas à esperteza, inteligência, paciência, tranqüilidade, atenção, fé, força e coragem.

PAPAGAIO - Assim como a arara, o papagaio é multicolor, transmite alegria e a força do arco-íris. Desperta a retórica, o saber falar e o quê falar. Pelo seu poder de comunicação, aproxima-se facilmente do homem. Pode ser considerado uma ponte entre o mundo dos pássaros e dos humanos.

ONÇA - A onça é deliberadamente solitária. É astuciosa, observa os movimentos da presa antes de atacá-la. Como qualidades desse animal, desperta o aprender a conviver consigo mesmo e a não depender dos outros para atingirmos objetivos. Ensina a conquista do nosso espaço, a cautela, o saber agir, a habilidade e a agilidade.

Utilizamos os animais da fauna brasileira apenas para ilustrar o nosso trabalho de uma maneira coerente com as tradições das tribos com as quais estamos mais familiarizados.
É evidente que além desses animais, poderão se manifestar outros, de outras tradições, tais como: Lobo, Cavalo, Urso, Morcego, Raposa, etc. e, até animais considerados domésticos, como o Cão e o Gato.

RITUAL PARA DESPERTAR O ANIMAL DE PODER

Numa noite de lua cheia, tome um banho de ervas (de sua preferência) e sal grosso, coloque uma roupa limpa e confortável, dirija-se a um local tranqüilo, se possível ao ar livre.
Acenda uma pequena fogueira. (que deverá ser extinta no final do ritual, tomando todos os cuidados para não provocar incêndios).
Faça um círculo mágico com pedras previamente recolhidas, sente-se de pernas cruzadas no centro do círculo e de frente para a fogueira que deverá estar fora do círculo.
Acenda uma vela branca à sua esquerda e um incenso (de sua preferência) à sua direita.
Tenha à mão um maço de ervas secas de sua preferência (Arruda, alecrim, benjoim, alfazema, etc.)
Jogando um punhado de ervas na fogueira, faça a seguinte invocação:
"Que o Grande Espírito esteja comigo hoje e sempre."
“Eu (diga seu nome), seu (sua) filho (a), peço sua permissão para iniciar este ritual.
Espíritos ancestrais, acendam as chamas dos irmãos animais, para que possam iluminar meu caminho."
Jogue mais um punhado de ervas na fogueira e diga:
"Ancestrais, antigos aliados, aqueles que trazem a memória do tempo, ouçam meu pedido, sintam minha intenção, estejam comigo."
"Nas patas do cavalo, nos olhos da coruja, nas asas da águia, nas garras da onça, no bico do gavião, que se acenda em minha alma a força do meu animal guardião."
Jogue outro punhado de ervas na fogueira.
"Que meu animal guardião se apresente agora, que eu possa senti-lo e a ele me religar."
Respire profundamente e deixe a sua mente vagar em busca do animal. De olhos fechados, deixe que seu animal se apresente. É possível que vente nesse momento, ou ocorra algum fenômeno atmosférico, como um trovão, por exemplo, não se assuste.
Sinta seu corpo, sinta seus pés, sinta as patas do animal fundindo-se aos seus pés e mãos. Sinta suas pernas, braços e tronco. Sinta todas as partes de um animal se fundindo ao seu corpo. Procure identificar o animal. A essa altura você já saberá qual é este animal, então sinta a cabeça do animal fundindo-se à sua cabeça.
Nesse momento você será o animal, começará a sentir-se como o animal, não tema, pois estará protegido no círculo mágico. Sua mente poderá assumir o animal e explorar o território sob a identidade do animal. Se for um pássaro, poderá voar, se for um peixe experimentará a sensação de nadar, se for um felino sentirá seu poder, e assim por diante.

Concentre-se no animal e experimente o seu poder, seja o animal, viva o animal.
Este ritual poderá durar horas ou minutos, dependerá exclusivamente de você.
Quando quiser finalizar o ritual, agradeça ao Grande Espírito e as entidades presentes, por esta experiência, bata palma três vezes, dizendo: “Este ritual está encerrado”.
Apague a fogueira, desfaça o círculo.
Caso não consiga despertar seu animal, no primeiro ritual, não desista, quando chegar em sua casa, faça a seguinte oração:
“Espíritos antigos, meus ancestrais, em nome do Grande Espírito, ouçam minha oração, revelem-me em sonho meu animal guardião.”

Repita o ritual na próxima lua cheia.

Obs.: Este ritual poderá ser adaptado, para ambientes fechados, apenas substituindo a fogueira por um braseiro em um incensório de olíbano, ou outro recipiente com a mesma finalidade, as ervas poderão ser substituídas por tabaco aromatizado.
Pode-se utilizar música, de preferência indígena ou instrumental.
Poderá também ser aplicado em grupo, sob a orientação de um Xamã.


"Não ande atrás de mim, talvez eu não saiba liderar. Não ande na minha frente, talvez eu não queira segui-lo. Ande ao meu lado, para podermos caminhar juntos".
Provérbio Ute

Sérgio Sakall