26 novembro, 2013

As verdadeiras Bruxas

A história relata fatos bárbaros vividos pela humanidade desumana e ignorante de outrora. Hoje em dia, os métodos mudaram, mas a maldade ainda encontra ressonância com o passado de trevas.

A época da Inquisição e da Caça às bruxas, ainda repercutem negativamente no encarnado dos tempos modernos causando distúrbios sérios de toda ordem.

O grande engano é pensar que matar acaba com os problemas, na verdade é ai, nesse momento, que o problema começa porque o corpo perece, mas a alma sobrevive.
Costumamos temer o que não conhecemos e esse temor levou muitas pessoas a praticarem crimes bárbaros contra mulheres inocentes que única e tão somente praticavam a magia que podia curar. Certamente algumas mal usaram seus dons.
Mesmo nas idas e vindas da alma, até que se possa extinguir o mal, o sofrimento é consequência prevista na Lei Maior.

No documentário, veiculado pelo CanalBio, a bruxaria está ligada com meditação, uso de ervas medicinais, incensos... e por ai podemos observar quanto algumas pessoas nesse planeta ignoram o que seja realmente a bruxaria, ligando imediatamente à palavra tudo o que seja ruim e destrutivo, quando na verdade não é nada disso, basta mudar o nome da prática e tudo fica bem. Ignorância no sentido de falta de informação e de memórias espirituais pregressas que muitos ainda conservam.

O mal não está nas práticas mágicas, está dentro da alma que habita o corpo, está naquele que pratica o mal todos os dias iludindo, mal dizendo, trapaceando, roubando, violentando e se disfarçando de bom moço dentro de uma boa roupa ou um bom carro, bens transitórios que infelizmente o espírito reconhece quando já não mais deles pode dispor.

16 setembro, 2013

Empresa indenizará trabalhadora que sofreu discriminação religiosa

Uma caixa de uma empresa de turismo de Curitiba (PR) receberá R$ 5 mil de indenização por assédio moral da Vale Transporte Metropolitano S/C Ltda., de Curitiba, por ter sido vítima de discriminação religiosa por parte de sua chefe. Ela tentou, no Tribunal Superior do Trabalho, aumentar para R$ 50 mil o valor da indenização fixado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), mas a Sétima Turma considerou a quantia adequada para compensar o dano.

Segundo ela, a chefe a importunava dizendo que ela precisava "se libertar, se converter" e começar a frequentar a sua igreja. "Ela dizia que enquanto eu não tirasse o mal eu não trabalharia bem", contou a trabalhadora. Em depoimento, a funcionária relatou episódio em que a superior teria levado um pastor para fazer pregações e realizar sessões de exorcismo entre os empregados.

Em defesa, a chefe negou qualquer discriminação e afirmou que os empregados jamais foram obrigados a participar de pregações com o pastor. Já para o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) ficou evidente que a trabalhadora era submetida a situação constrangedora e atacada em suas convicções religiosas.

No recurso para o TST, a empregada pediu o aumento do valor de indenização de R$5 mil para R$50 mil, mas o valor foi mantido. O relator, ministro Vieira de Mello Filho, justificou que o TRT-PR levou em consideração premissas como a conduta praticada, a gravidade, o caráter pedagógico punitivo, a capacidade econômica da empresa e a remuneração da trabalhadora, que, na época da reclamação, em 2008, recebia R$ 527.
Vieira de Mello ainda observou que o Regional afastou a alegação de que a empregada teria sido obrigada a participar de cultos realizados na empresa. "A quantia fixada foi adequada e proporcional à violação", disse o relator, que teve seu voto acompanhado pelos outros ministros.

(Ricardo Reis/CF)

Processo: TST-RR-400-79.2010.5.09.0004
Fonte: JusBrasil

08 agosto, 2013

Acusada de bruxaria é linchada na Guatemala

Segundo jornal, 2 mil vizinhos espancaram e jogaram pedras na mulher após entrarem em sua casa; polícia não conseguiu conter as pessoas

Moradores de uma aldeia na região oeste da Guatemala lincharam uma mulher de 43 anos acusada de praticar bruxaria, segundo informações da imprensa local divulgadas nesta quarta-feira.

O episódio ocorreu nesta terça-feira no povoado de Calhitz, no departamento de Huehuetenango, cerca de 375 km da capital guatemalteca, próximo à fronteira com o México.

Segundo o jornal Nosso Diário, 2.000 vizinhos enfurecidos espancaram e jogaram pedras em Magdalena Francisco, 43 anos, após entrarem em sua casa.

A polícia que estava no local não pode evitar o linchamento diante da fúria do grande número de pessoas.

Os linchamentos são comuns na Guatemala, onde a população faz justiça com as próprias mãos devido à desconfiança das autoridades.

Na semana passada, moradores de uma aldeia do departamento de Zacapa lincharam um casal acusado de assassinar uma mãe para sequestrar seu filho.

Entre janeiro e junho passados cerca de 23 pessoas morreram vítimas de linchamentos na Guatemala, segundo boletim da Procuradoria de Direitos Humanos do país.


O dado se assemelha ao total de casos reportados para 2012, enquanto em 2011 foram registrados 51 linchamentos.

Fonte: G1, Band 

10 abril, 2013

Novo Código Penal da Indonésia pune práticas de magia negra


Indonésia - A magia negra será penalizada na Indonésia por conta de uma nova legislação elaborada pelo governo para tentar reduzir a extensa influência que esta prática tem na sociedade. O novo regulamento estabelece que qualquer pessoa culpada por praticar magia negra a fim de causar doenças, sofrimentos físicos ou psíquicos ou inclusive a morte, terá que enfrentar penas de até cinco anos de prisão e multas de até 300 milhões de rúpias (R$ 60 mil).

E se o feiticeiro receber uma remuneração econômica, a sanção pode ser aumentada em 1/3. No entanto, a denominada magia branca seguirá sendo lícita no Código Penal elaborado pelo Ministério da Justiça e que o governo já apresentou ao Parlamento para sua aprovação.

Embora um grande número de indonésios acredite na magia negra, muitos cidadãos incrédulos temem que a penalização sirva como combustível para aqueles que reivindicam os poderes das trevas. Bayyinah Utami, uma jovem publicitária de Jacarta, afirmou que incluir um termo "tão abstrato" como a magia negra no Código Penal é "perigoso".

"Primeiro devem definir o que é entendido por magia negra, como provar seu uso com provas verossímeis", disse Utami. A extensa crença em magia negra transcende as diferenças religiosas na Indonésia, onde cerca de 85% da população professa o islã.

Na ilha de Java, a magia negra é conhecida como "ilmu hitam" e conta com grande prestígio, por isso existem vários mercados que vendem ao ar livre remédios e poções. Um dos maiores mercados fica na cidade de Yogyakarta e ali é possível adquirir talismãs, conjurar feitiços e falar com especialistas em atividades paranormais.

"O ilmu hitam só funciona se você acreditar no seu poder", explicou Adi, um dançarino de Bali estabelecido em Yogyakarta e habitual consumidor de poções. No citado mercado de Yogyakarta é possível adquirir amuletos de influência hinduísta, árabe ou javanesa como os "susuk", pequenas peças de metal que são inseridas sob a pele para proteger dos maus espíritos e doenças.

Os vendedores advertem ao cliente que o "susuk" tem que ser ativado por um feiticeiro que tenha estudado magia negra para que funcione. Nos postos é possível comprar também pedras preciosas que absorvem maus espíritos, adagas com poderes mágicos e óleos para beleza, força e inteligência.

O novo Código Penal, seguindo a mentalidade conservadora da revisão realizada pelo Ministério da Justiça, segundo alguns especialistas, também castiga a convivência fora da instituição do casamento com até um ano de prisão. Até o momento, esta prática era mal vista pela maioria da sociedade indonésia, mas não infringia nenhuma lei. O adultério também será punido de acordo com o novo regulamento com até cinco anos de prisão, uma pena muito mais dura do que os nove meses atuais.

"O adultério é o início de muitos problemas sociais. As penas devem dissuadir os infratores e nove meses não são suficientes", declarou à imprensa local Khatibu Wiranu, deputado do governante Partido Democrático.

A revisão do código gerou uma forte polêmica na sociedade civil e várias associações indonésias disseram que a proposta é medieval e fora de lugar.  O diretor do Instituto de Ajuda Legal de Jacarta, Febionista, assegurou que a reforma contradiz o compromisso do governo com os direitos humanos e é um sinal do aumento da influência do islã na política do país asiático. O atual Código Penal da Indonésia sucede o redigido em 1918 e que foi objeto de leves reformas em 1958.

As informações são da EFE
Fonte:  O Dia, RJ

08 abril, 2013

Acusadas de bruxaria, idosas são degoladas em Papua Nova Guiné



Duas idosas morreram degoladas em Papua Nova Guiné e após sofrerem torturas por três dias por parte de seus vizinhos, que as acusavam de praticar atos de bruxaria, informou nesta segunda-feira a imprensa local.

O caso aconteceu na semana passada em Lopele, na região autônoma de Bougainville, apesar da presença da polícia, que não conseguiu dissuadir a multidão, que tinha armas de fogo, facas e machados, segundo o jornal "Courier Post".

"Estávamos desamparados. Não pudemos fazer nada", disse o chefe da polícia de Bougainville, o inspetor Herman Birengka, que qualificou as mortes como um ato "bárbaro e absurdo".

Segundo Birengka, a polícia tentou negociar a libertação das duas idosas, sequestradas na terça-feira passada por parentes de um professor que havia morrido semanas antes.

Os agentes tiveram que desistir por causa das ameaças da multidão, que culpava pela morte do professor atos de bruxaria das duas mulheres, que foram torturadas com facas e machados durante três dias antes de serem decapitadas na frente dos agentes.

Estas mortes se acrescentam às de outras seis mulheres acusadas de bruxaria que durante a Semana Santa tiveram as mãos atadas, foram despidas na frente de uma multidão e torturadas com ferro quente, antes de serem queimadas vivas.

A Anistia Internacional (AI) exigiu do governo do país ações preventivas e a punição à caça de bruxas no país, onde segundo a organização é utilizada frequentemente para justificar atos de violência contra as mulheres.

Segundo AI, somente em 2008 houve mais de 50 mortes de pessoas supostamente envolvidas com bruxaria, embora as autoridades locais acreditem que muitos outros assassinatos possam não ter sido denunciados.
Fonte: R7, G1, UOL
Foto: R7